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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

O grande amor da minha vida

Sandra F., 11.07.11

És parte de quem eu sou                                         

...de quem eu fui...

...de quem eu serei.

Viverás sempre em mim

sentado nesse banco de jardim

de onde me proteges, guias e guardas

sempre com o mesmo sorriso                       

...os mesmos olhos brilhantes...                                

          

Serás sempre parte de mim,

esteja alegre ou triste,

de saúde ou doente,

quer esteja apaixonada ou sozinha.

 

És a constante da minha vida!

Desejando uma estrela...

Sandra F., 11.07.11

Durante anos da sua vida ela desejou uma estrela que lhe seguisse os passos, que lhe trouxesse novidades dele: o que fazia, se era feliz...

 

Durante nos da sua vida ela desejou que ele fosse mais que uma mera fantasia, uma pessoa que a transportava para um mundo de magia só dela, um mundo só dela... e dele; um mundo povoado de magia, onde não existia passado ou futuro, apenas o momento...

 

Durante anos da sua vida ela aprendeu a viver com esse sentimento, que na maioria das vezes não sabia explicar nem a ela mesma. Amou-o sem limites, sem medo, sem nexo e sem culpa. Aprendeu a aceitá-lo como se fizesse parte de si, quase como se com ela ele tivesse nascido. E soube sempre que, independentemente das voltas que a sua vida desse, sabia que ele estaria sempre presente nela; até que deixasse de existir.

 

Mas um dia... a estrela trouxe-lhe más novas. E parte da sua vida ruíu. Não ficou doente mas teve a certeza que, nesse dia, uma parte importante do seu coração morreu também. Congelou durante dias, tentou existir com normalidade, tentou lidar o melhor que pode com a sensação de perda, de solidão e de dormência.

Mas, à noite, quando a luz se apagava e tudo ficava
silencioso, o desepero apoderava-se dela. Perdera o suporte da sua vida, o seu porto seguro e secreto, perdera a única coisa a que se agarrava nos momentos de solidão e tristeza. Perdera o sonho e a magia, a capacidade de sonhar e de se sentir parte do mundo.

 

Durante semanas, morbidamente, adormeceu junto do seu ombro, envolta nele e na escuridão do seu túmulo. Era aí que se sentia bem, protegida e segura. E só aos poucos foi acordando da sua dormência, do seu estado de luto e de luta contra o desabar total da sua existência.Um dia, depois das luzes apagadas e de ter o silêncio como companhia, ele sorriu-lhe. Estava sentado num banco de jardim, tranquilo, saudável, os olhos brilhantes. Não sabe o que ele lhe falou mas transmitiu-lhe muita serenidade e devolveu-lhe a paz de espírito.

 

E desde esse dia, sempre que ela precisa dele, encontra-o naquele banco de jardim, sorridente, afável e seu; é novamente o seu porto seguro, a sua fonte de magia e sonho. O seu anjo da guarda. 

 

28 Dezembro de 1995"Feliz ano novo..." 

 

Os Pilares da Terra

Sandra F., 10.07.11

Pronto, lá acabei de ver a série baseada no livro de Ken Follet "Os pilares da Terra". Agora só tenho de arranjar coragem para ler o livro (ou melhor, os livros, porque, em Portugal, esta obra foi editada em dois volumes).

 

Quanto à série, achei fabulosa. Prendeu-me do princípio ao fim. Só não vi toda seguida por falta de tempo. Com um orçamento de 40 milhões de dólares, a mini-série é uma adaptação do  livro cuja história gira em torno da construção de uma igreja no século XII na Inglaterra. Protagonizada pelos atores Ian McShane, Rufus Sewell, Matthew Macfadyen, Hailey Atwell, Eddie Redmayne  e Donald Sutherland, tem Sergio Mimica-Gezzan como realizador.

 

 

A história: Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que, com ele e a sua família, vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história. Recheado de suspense, corrupção, ambição e romance, Os Pilares da Terra é decididamente uma obra-prima.

 

Any Human Heart

Sandra F., 05.07.11
Como pode um homem no auge da sua juventude, viciado em escrever e em sexo, acabar velho, grisalho e cercado por pilhas de caixas e papéis, recordações de uma vida inteira? A resposta é a história de Logan Mountstuart que acredita que  "Every human being is a collection of selves...we never stay just one person." E o século XX oferece o cenário perfeito para Logan viver a sua vida, bebendo absinto com Ernest Hemingway, iniciando-se na intriga com Ian Fleming (autor de James Bond), participando na segunda guerra mundial e envolvendo-se no mundo glamorouso do Duque e da Duquesa de Windsor.
Romancista, correspondente de guerra, pai, espião, prisioneiro de guerra, negociante de arte, marido e amante, Logan é um homem comum que é desempenhado em três fases diferentes por Sam Claflin (juventude), Matthew Macfadyen (idade adulta) e Jim Broadbent (terceira idade). Uma íntima e arrebatadora visão de um século, Any Human Heart é baseado num best-seller de William Boyd e conta ainda com as participações de Kim Cattrall, Gillian Anderson e Hayley Atwell.
 
Recomendo vivamente. É daqueles filmes que quando termina fica uma sensação de tristeza, não pelo fim, mas pela qualidade.
 

Mr Darcy e Mr Thornton à conversa (Hilariante!!!!...)

Sandra F., 01.07.11

Encontrei este texto no blog da Samanta Fernandes "Improvement of mind" que achei engraçadissímo e por isso partilho, com algumas alterações para o português de Portugal!

 

Fitzwilliam Darcy (FD): “Tudo bem?”

John Thornton (JT): “Já estive melhor.”

FD: “Hmmm, eu conheço esse olhar. Tens problemas com uma mulher e eu aposto que sei exatamente de que tipo. Não me digas. Conheceste uma rapariga com opinião para tudo. Passaste então várias semanas a dizer a ti mesmo que não gostavas dela, apesar de estares constantemente a pensar nela e a desejar… – er… – casar com ela sem demora. Apareceste então para partilhar as boas novas e, em vez de a encontrares profundamente honrada e a soluçar na tua camisa com gratidão, ela deu-te um sermão sobre os teus defeitos e começou a olhar para os ferros da lareira.”

JT: “Isso é exatamente o que aconteceu – como é que tu sabes?”

FD: “Estive lá, fiz isso, comprei a gravata. Há mais. Tendo pisado os pés delicados sobre todo o teu coração, eu aposto a minha propriedade em como ela  fez então algum comentário sobre tu não seres cavalheiro.”
JT: “. Ah, sim – ela disse-me  isso.”

FD: “Achei que sim. Eu também. Clássica ‘sai-fora-idiota’ tática. Acho que saíste do palco mais depressa do que entraste?”

JT: “Eu saí mesmo.”

FD: “E então a tua própria família começou a  meter-se no caso e, antes de te aperceberes, tinhas uma velha abutre  a berrar sobre como a tua amada era, na verdade, Satanás de saias.”

JT: “Sim, a minha mãe tinha uma ou duas coisas a dizer sobre o assunto”

FD: “Eu tinha uma tia a enfiar o bico nisso. A tua amada recebeu uma visita da velha?”
JT: “Ela certamente fez isso.”

FD: “Eu sabia. E a luz da tua vida desafiou a velha?”
JT: “Aham. Pra caramba.”

FD: “A tua amada e a minha não serão irmãs por acaso? Ela tem um monte de irmãs, perdi-lhes a conta…”

JT: “Só se o pai dela é um falecido ex-clérigo. Pena que ele está morto – era um bom velho, eu realmente gostava dele.”

FD: “Não são irmãs então. O meu sogro ainda está entre nós. É um bom sujeito, mas a mãe …. não queira saber.”

JT: “Pesadelo.”

FD: “O bilhete completo para o terrível. Tudo o que posso dizer é que graças a Deus há uma série de quilômetros de estradas ruins entre Derbyshire e Hertfordshire. Como é que é a mãe da tua amada?”

JT: “Morta.”

FD: “Esplêndido. Como é que conseguiste isso?”

JT: “Poluí o clima local com a minha fábrica e agravei a doença dela. Custou-me uma fortuna em cestas de frutas antes que ela finalmente batesse as botas. Nunca comprei tantas uvas.”

FD: “Então, para recapitular: ofereceste o teu coração e colchão  e insensivelmente recebeste a completa indiferença. Suspeito que passaste o tempo desde então completamente infeliz e a tentar reformar o teu caráter?”

JT: “Correto em ambos os casos. Se soubesses quanto ensopado tive que comer na companhia de operários só para impressioná-la. “

FD: “Eu conheço o caso. Eu tive até que ser acolhedor com os meus rendeiros e subornar a minha governanta para espalhar a notícia. Acredita, vai valer a pena no final – as mulheres adoram tudo isso. O que você precisa agora é duma crise familiar que possas resolver, assim podes parecer heróico mas modesto. Eu tive um golpe de sorte nesse campo. A idiota da irmã da minha amada fugiu com um verdadeiro traste. Eu forcei-o a fazer a coisa decente. Custou-me uma fortuna, mas a rapariga começou a encarar mais favoravelmente a antiga proposta de casamento. Por isso, valeu cada centavo.”

JT: “Eu já estou a resolver uma. Houve alguns problemas com o irmão desta rapariga. Nunca o conheci, mas ele parece um pouco idiota para ser honesto. De qualquer forma, ele fez com que ela se visse envolvida com a justiça o que a fez morrer de medo. Eu não podia aceitar isso, então resolvi colocar um fim na questão.”

FD: “O que ela disse sobre isso?”

JT: “Não muito, embora tivesse parado de me dar lições sobre o meu dever moral toda a vez que eu entro numa sala, de modo que é um passo para cima. Vou vê-la mais tarde, esta manhã, na verdade. Ela quer me emprestar 18 mil.”

FD: “18 mil hein? Bem, não é da minha conta, mas eu acho que te vais sair muito bem.”

JT: “Não sei. Vi-a ao jantar na noite passada e ela não estava muito faladora. Parecia um pouco rosada no entanto.”

FD: “Bem, vê como ela está esta manhã. Tens algum gesto romântico na manga para o caso de um momento se proporcionar?”

JT: “Não é na manga, é no bolso do colete. Eu tenho algumas rosas aqui que vêm da cidade natal dela. Ela é completamente sentimental sobre o lugar.”

FD: “Impressionante. Se ela não quiser aconchegar-se depois disso, acho que vais ter que assumir a falência.”

JT: “Oh bem, melhor ir indo – não me quero atrasar. Apenas uma coisa... achas que há alguma verdade no ditado que se queres saber como a tua esposa será daqui a 20 anos, basta olhar para a mãe dela?”

|Longa, longa pausa.]

FD: “Pelo teu bem e pelo menos, esperemos que não haja.”

 

Link do texto original em inglês: Foolishpassion

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