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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

O Fantasma da ópera

Sandra F., 20.08.11

Não é dos primeiros no meu top de preferências mas está seguramente bem lá próximo, não só pela história mas também pela banda sonora.

Comprei o dvd mais porque acidentalmente o encontrei baratíssimo (1,50) e curiosa por finalmente ver algo de que ouvia falar muito bem.

 

Le Fantôme de l'Opéra (O fantasma da ópera em português) é um romance francês escrito por Gaston Leroux e inspirada no livro Trilby de George Du Maurier. Foi publicada pela primeira vez em 1910 e desde então adaptada inúmeras vezes para o cinema e teatro, atingindo o seu auge ao ser adaptada para a Broadway por Andrew Lloyd Webber, com a fabulosa Sarah Brightman no papel principal. O espectáculo bateu o recorde de permanência na Broadway e continua em palco até hoje, desde a estreia em 1986. É o musical mais visto de sempre, visto por mais de 100 milhões de pessoas, e também a produção de entretenimento com mais sucesso que alguma vez existiu, rendendo 5 bilhões de dólares (Fonte: Wikipédia).

 

A história é considerada por muitos  como uma obra  gótica que combina romance, horror, ficção, mistério e tragédia. A acção desenvolve-se no séc. XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O fantasma (Gerard Buttler) chantageia os dois administradores da Ópera, exigindo que continuem a pagar-lhe um salário mensal e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as actuações.

 

Entretanto, a jovem inexperiente bailarina (e mais tarde cantora) Christine Daaé (Emmy Rossum), acreditando ser guiada por um "Anjo da Música", supostamente enviado pelo seu pai após a sua morte, consegue subitamente alguma proeminência nos palcos da ópera quando é incentivada a substituir Carlotta, a arrogante Diva do espectáculo. Christine conquista os corações da audiência na sua primeira actuação, incluindo o do seu amor de infância e patrocinador do teatro, Visconde Raoul de Chagny.

  

Erik, o fantasma, vive no "mundo" subterrâneo que Christine considera um lugar frio e sombrio e mais tarde ela percebe que o seu "Anjo da Música" é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera. Christine descobre também que o Fantasma é fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua deformidade. Vendo a verdadeira imagem de Erik, ela entra em choque, e Erik decide prendê-la no seu mundo, dizendo que somente a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar sempre por vontade própria. Começa aqui a terrível luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma Erik.

 

Pormenor interessante é ver o actor Gerard Buttler no papel do bonito e deformado Erik, a cantar como um verdadeiro tenor, já que vi este filme pouco depois de ver o fabuloso e violento "300", filme onde ele interpretou Rei Leonidas, um guerreiro Espartano. São papéis completamente diferentes mas é possível gostar de ambos.

Huummm.... A IKEA sabe...

Sandra F., 19.08.11

Texto no catálogo da IKEA de 2012 com o tema de "Arranje espaço para a felicidade":

  

"COMO É QUE COMEÇA O SEU DIA?

Sabe o que sente naquele momento em que estica o seu braço para tocar no botão de 'repetir' do despertador pela sétima vez? Esse momento diz muito sobre a noite que teve e o dia que vai ter. Acreditámos que todas as pessoas merecem acordar da melhor forma, com mais energia e menos 'só mais cinco minutos'. Tudo começa horas antes, quando deita a cabeça na almofada perfeita e se aconchega no seu edredão favorito no colchão ideal para si. É isto que lhe dá um bom dia."

 

 

Note to self: Descobri que preciso dum colchão novo! E, já agora dum despertador. O meu há muito que voou e caiu estilhaçado no chão.

IKEA, agradeçam lá a publicidade e surpreendam-me com um novo colchão. Preciso dormir e acordar fresca e não mais cansada do que aquilo que me deitei. E, já agora, têm despertadores??

Uma bonita história de amor

Sandra F., 17.08.11

 

Ok, eu sei que a história é um pouco (muito) lamechas e a música, apesar de bonita, faz-nos sentir que estámos numa loja de chineses...

Agora, imaginem esta história filmada em Hollywood, tendo como actores principais um Keannu Reeves e uma keira Knightley, por exemplo. E que a música é uma versão desta, em inglês, cantada pela Beyoncé (não é muito o género dela, mas é só para salientar o meu ponto), por exemplo.

 

De certeza que seria um sucesso...

Jane Eyre 2011

Sandra F., 16.08.11

Depois das tropelias que passei para ver esta versão do lindissímo livro de Charlotte Bronte (fui literalmente impedida de o ver no cinema isto para não falar da pouca atenção e destaque que a nossa comunidade cinéfila lhe deu), eis que finalmente numa bela madrugada me deparo com um download em condições e legendas em português. Foi literalmente uma directa, daí que agradeço por estar de férias nessa altura. 

Se gostei??? Antes de mais, gosto muito desta obra. Muito mesmo. Tenho dois livros só pelo prazer de ter duas capas (um foi oferecido) mas li-os aos dois em épocas diferentes e o entusiasmo foi sempre o mesmo. Dizer que fiquei ligeiramente decepcionada é mais correcto o que não quer dizer que não tenha apreciado o esforço.

 

Quanto às versões televisivas cinematográficas/televisivas não me desvio muito da opinião geral do resto dos apreciadores desta história (ou melhor, apreciadoras pois é raro o homem que gosta de títulos como este). Para mim, a adaptação de 2006 com o Toby Stephens e a Ruth Wilson ainda é a melhor. Já vi outras versões mais antigas e continuo com a mesma opinião. Acho que ambos os actores (e devemos ter em atenção que era uma série, logo com mais tempo para mostrar a história em condições e fiel à obra) interpretaram muito bem os papéis de Jane Eyre e do Mr Rochester. Foi uma série que me deu muito prazer ver e senti que estava mesmo a reler o livro.   

 

                Jane Eyre 2006                                 Jane Eyre 2011

 Quanto a esta mais recente adaptação não é que tenha ficado desagradada mas esperava mais. A actriz que interpretou Jane Eyre (Mia Wasikowska) não me dizia nada, não conheço o seu trabalho, por isso não tinha nenhuma expectativa. E no desenrolar do filme senti apenas que ela era realmente obscure, plain and little e não está assim completamente mal mas, por vezes, senti que ela apenas debitava texto. Relativamente a Michael Fassbender que interpreta Mr Rochester devo dizer que, para ele, sim, tinha grandes expectativas desde que o tinha visto como Magneto no filme X-Men: o início. Acho-o bom actor e tem uns olhos bastantes expressivos. Como senhor de Thornfield perdeu apenas pelo pouco tempo que dura o filme e pela falta de oportunidade para desenvolver o personagem. Penso que se lhe dessem a mesma oportunidade que deram a Toby Stephens, ele teria tido melhor sorte e melhor desempenho. E aqui as fãs da obra teriam agradecido.

 

Quanto aos personagens secundários, destaco apenas Judy Dench no papel de Mrs Fairfax. Não sei porquê mas aquela mulher por muito àspera que por vezes possa parecer (dependendo dos seus papéis) consegue sempre obter a minha total simpatia. Gosto muito dela. Como governanta de Thornfield Hall está bem mas tal como os outros personagens perde-se por dipôr de pouco tempo para trabalhar personagens tão complexas e uma história tão bem conseguida em apenas uma hora e qualquer coisa. Nós agradecemos, quanto mais não seja para criticar, mas este tipo de obras nunca deveriam ir para o cinema e sim para a televisão em formato serial.  Mas continuem... please.

Secret life (The story of a child sex offender)

Sandra F., 15.08.11

(Mas será que este homem não pára de me encantar?! Mesmo quando corre o risco de perder o seu lugar de herói romântico e de manchar a sua imagem perfeita?)

 

Secret life (Channel 4) é um filme de 2007 protagonizado por Matthew Macfadyen que interpreta magnificamente o drama de um pedófilo arrependido que aceita o desafio para efectuar um tratamento. Charlie Webb (personagem fictício) usa um elástico azul no pulso, uma forma improvisada de controlo, pois acredita que puxando-o pode afastar os maus pensamentos (ou seja quando se sente sexualmente atraído por meninas ou pensa nelas dessa forma). Ele é um pedófilo condenado e recentemente posto em liberdade e  está determinado a não repetir os seus erros.

 

No entanto, por muito que se esforce (e ele esforça-se; é triste de ver), Charlie vê-se a braços com uma sociedade extremamente preconceituosa que afirma que pedófilos sempre serão pedófilos e a única forma de os parar é prendê-los e deitar fora a chave da cela. No entanto, a Charlie é dada a oportunidade, depois de cumprir a sua sentença, de se regenerar e de encontrar maneiras  para o seu auto-controlo. Nessa luta, ele implanta com êxito técnicas para se manter longe das tentações (evita autocarros vindos de escolas, arranja emprego como jardineiro e até esmurra o nariz de um outro pedófilo que lhe diz onde ele pode encontrar menores dispostas a serem assediados).  Todavia, quando a sua unidade de reabilitação é encerrada o seu porto seguro desaparece.
 
O filme é obviamente muito controverso. No fundo, pretenderam apenas retratar as formas profundas do preconceito nas nossas sociedades. O que o escritor da trama quis focar foi a qualidade e possibilidade de reabilitação destes transgressores e medir a resistência de um homem no esforço para vencer a sua própria corrupção, numa sociedade que ele ainda acredita ser boa, mas que descobre ser dura e que o vê como uma pessoa repugnante.
 
Matthew Macfadyen tem aqui uma actuação muito boa e talentosa apesar de ter considerado que foi uma interpretação muito difícil, especialmente em determinadas cenas. Ele chegou a comparar a batalha de Charlie como "subir uma montanha no escuro".
 
Em 2008, o filme foi nomeado para três prémios (melhor actor - Matthew Macfadyen - nos BAFTA Tv Awards,  Monte Carlo Tv Festival e Royal Television Society). O actor ganhou este último pela sua interpretação.
 
Infelizmente não se consegue arranjar este filme. Vi no youtube. Tem boa qualidade e dura pouco mais de uma hora (em cinco vídeos).

http://www.youtube.com/watch?v=xWgZ-KQ3 M3A (Para ver o filme no youtube). 

Segue o trailer.