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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

North and South de Elizabeth Gaskell

Sandra F., 07.08.11

Finalmente estou a ler esta obra em português!

 

Confesso que estou a adorar, ao contrário do que tinha imaginado. Já se sabe que adoro a série de 2004 com o Richard Armitage e a Daniela Denby-Ashe. No entanto, sempre que pegava na edição inglesa do livro, acabava por desistir e sempre achei o texto muito maçudo e descritivo. 

 

Agora, não consigo largar o livro. Estou a chegar à parte em que a greve está ao rubro, quando Margareth é atingida com uma pedra durante as manifestações em Marlborough Mill. E não estou a achar nada entediante. Nada mesmo. Claro que ajuda muitíssimo conhecer a história de trás para a frente e conseguir imaginar as cenas tal como aparecem na série. Há diálogos que são exactamente iguais e expressões descritas que na série estão muito bem conseguidas, quer sejam das personagens, quer dos locais. E agora sei que realmente as actuações daqueles actores estão mesmo muito bem conseguidas. Se adorava a série e a história, agora fiquei fã absoluta! 

 

 

É claro que há cenas que não fazem parte da série e outras que, na série, foram alteradas ou mesmo suprimidas. Mas, até agora, nada deixou de fazer sentido ou de ter a mesma qualidade e beleza que sempre atribuí a este clássico.

 

Bem, volto à leitura... :-)

The day the tide went away

Sandra F., 06.08.11

One day, in a town at the edge of the world, the tide went out and never returned. The sea just left without warning. At first, people were little more than puzzled. They continued to gossip and fight over the same old things. But soon a silence began to permeate the township. A desert of unbelievable magnitude was forming before their very eyes. Weeks passed and there was still no sign of the ocean. The people grew worried. It was decided to send a small group to search for it, in the hope of bringing it back.

As the days went on, more and more people went looking. The people searched far and wide, but the ocean had vanished without a trace. The quiet land, once bountiful, had become hard and unyielding. Then a shape appeared on the horizon. Through a blaze of heat, the people saw what looked like tumbling water rolling towards them. A wave of excitement passed through the town, as they anxiously watched the ocean return. But as it grew closer, the shape began to alter and mutate. What looked like tumbling water, was in fact wild horses. Everywhere they turned, they saw horses drawing closer and closer. Their excitement turned to fear, and their fear became panic, for it seemed that nothing could stop their advance — which, as the ocean's disappearance, had come without warning. But then no one, not even for a moment, had stopped to question why the ocean had left in the first place.

 


The people had no choice but to trust that the horses would lead them to their ocean. Without reins or saddles, they rode the horses across the barren land. But the ocean had disappeared for good. And the people, together, alone, had no choice but to face each other in their loss. They made a home for themselves in a new environment, although one that had changed forever. They learnt to live in the space the ocean had left — although it lingered in their dreams. 

 

by Celia Steimer

(In My Father's Den)

In my father's den (Um refúgio no passado)

Sandra F., 05.08.11

Ando com sorte. Ultimamente, de entre tudo o que tenho pendente para ver, escolho sempre os filmes ou séries mais interessantes. Isso ou então ando pouco exigente.

 

In my father's den (2004), ou 'Um refúgio no passado' em versão portuguesa, é um excelente filme, que cativa do princípio ao fim. Nunca esperei que a história me despertasse tanto interesse. E, por favor, (quem ainda não tiver visto este filme) não leiam nada de spoilers; vejam a história como quem abre um embrulho porque tem um desenvolvimento e um fim que, pelo menos para mim, foi inesperado e muito mais sedutor do que aquele que somos orientados a pensar desde o início do filme.

                                                   

    

 

Outra coisa que gostei bastante foi de algumas frases ditas que são de uma profundidade e sensibilidade que só podem vir da mente inteligente de uma adolescente em crise e descontente com o seu ambiente. Vou ver se ainda consigo postar algumas, inclusive a shortstory da Celia.

 

Lindo! Aconselho vivamente. É um daqueles filmes que vou adorar procurar e obter o original para ter.

Wuthering Heights 2011

Sandra F., 03.08.11

Está quase a chegar, ou pelo menos já está em produção.... :-) 

 

 

 

A versão 2011 do 'Monte dos Vendavais' de Emily Bronte, realizado por Andrea Arnold, tem estreia prevista para 30 Setembro deste ano, no Reino Unido, e segundo informação do site IMDb. 

Kaya Scodelario, actriz com ascendência brasileira, interpretará Catherine Earnshaw e James Howson será o primeiro actor negro a interpretar Heathcliff.

Aguardámos ansiosamente a estreia em Portugal, esperando que este filme não seja tratado pelos nossos cinemas como o foi 'Jane Eyre'. A Lusomundo dignou-se a mostrá-lo em um ou dois cinemas (todos longe do Porto...) e a UCI mostrou-o mas com pouco entusiasmo e por pouco tempo. No fundo, não estranho; os portugueses, no geral, não são grandes apreciadores de literatura inglesa.

Espero ansiosamente pela estreia.

Tess of the D'Urbevilles

Sandra F., 02.08.11

Parece-me que já estou pronta para falar disto depois de umas horas a matutar tamanho azar e semelhante final... 

 

Tess of the D'Urbevilles é uma obra escrita por Thomas Hardy (mais uma cuja tradução em português é inexistente) em 1891.  Em 2008, a BBC adaptou o livro a uma minissérie de quatro horas, com argumento de David Nicholls. Parece que há ainda uma outra versão, provavelmente mais antiga, com a Justine Wadell (Molly Gibson em 'Wives and Daughters') e ainda uma outra, de 1979, com a Nastassja Kinski.

 

Razão pela qual fiquei chocada com a série (chocada num ângulo positivo): Não conhecia a história. Sabia da sua existência, quer como obra literária quer como adaptação televisiva mas não conhecia a história em si. Já a tinha baixado há algum tempo mas só este fim de semana me dispus a ver.

E gostei muito. Surpreendeu-me pela positiva. Contudo, a pobre rapariga, além de ter nascido pobre e com uns pais adoráveis mas que devem um pouco ao bom senso, passa cá uns trabalhos durante a história que realmente esperava um melhor final para ela. Pelo menos, mais agradável. Mas não foi o que aconteceu. Tess of the D'Urbevilles viveu ardua e intensamente mas sofreu como ninguém. É assim que eu gosto das histórias, na realidade. Com finais inesperados e trágicos porque, por vezes os 'happy endings' e os 'and they lived happly ever after' cansam até os mais fiéis.

 

A história em si conta-nos a saga de uma jovem mulher residente na Inglaterra do século XVIII, filha mais velha de uma família rural (os Derbeyfield) a quem, um dia surge a revelação de uma conexão com um pedigree familiar bastante distinto (os D'Urbevilles), o que leva a família a pensar numa vida melhor. Tess é então 'atirada aos lobos' e na convivência com esta família acaba por ser abusada pelo suposto primo, Alec, de quem fica grávida sem que ele saiba. Retorna a casa dos pais e o filho (a quem chama de Sorrow) acaba por falecer ainda bébé. Devastada, humilhada e colocada de parte por aquelas que antes se diziam suas amigas, Tess acaba por procurar trabalho noutra zona e reencontra Angel Clare, um rapaz que admirara anos atrás quando este passara fugazmente pela sua aldeia. Acabam apaixonados e decidim casar mas quando, na primeira noite de casados, Tess tem finalmente oportunidade de lhe contar acerca do seu passado, Angel reage negativamente e acaba por se afastar dela, emigrando para o Brasil e pedindo-lhe para aguardar um ano. Ela aguarda, lutando pela sua vida, pela sua dignidade e sofrendo muito porque Angel nunca mais lhe dá notícias. Passa fome, dorme ao relento, é tratado como escrava e humilhada. Isto por entre outras tragédias menores pelo meio, tais como a tentativa de suicídio, no dia do seu casamento, de uma das suas companheiras de trabalho que se encontrava apaixonada por Angel, o dinheiro que tem de dar aos pais para não os deixar em necessidade, as cartas que escreve ao marido e que nunca têm resposta, os cunhados e sogros que, mesmo sem saber quem ela é, a desprezam. And so on, and so on...

 

 

Durante esta tragédia toda, Alec acaba por reencontrá-la e cisma que ela tem de ser dele e acaba por conseguir pois promete cuidar da família dela. Sem rumo ou solução para a sua vida, Tess acaba por aceitar e inicia uma vida com ele, saltando de cidade em cidade e vivendo como amantes. É então que Angel volta, debilitado pois contraíra Febre Amarela durante a estadia no Brasil, razão porque durante tanto tempo não a contactara. Encurralada mais uma vez, acaba por assassinar o primo e foge com Angel, tendo oportunidade para finalmente consumarem o seu casamento. No entanto, ambos sabem que ela não pode escapar à justiça e ela acaba presa e condenada à morte. Antes disso, faz Angel prometer-lhe que se casará com a sua irmã de modo a que sempre possam estar unidos..... e é morta.

 

Conclusão: Quem ficou a ganhar foi a irmã dela porque ele fica mesmo com ela.

 

Esta versão conta com as participações de Gemma Arterton (Elizabeth Bennet em 'Lost in Jane Austen') como Tess, Eddie Redmayne (The Pillars of the earth) como Angel e Hans Matheson (Dr Zhivago, The Tudors) como Alec.

 

Sad, sad story...

 

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