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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

The incredible journey of Mary Bryant

Sandra F., 03.09.11

The Incredible Journey of Mary Bryant (Fuga para a Liberdade em português) é um filme de 2005 baseado na vida de Mary Bryant, uma rapariga inglesa condenada por um pequeno roubo que é enviada para uma Colónia penal Australiana (Botany Bay), inserida no primeiro grupo colonizante e do qual fazem parte outros prisoneiros. Uma mini-série (2 episódios) que gostei muito de ver. Aliás, se estou a escrever sobre ela e se a vi até ao fim é porque gostei. Prende do início ao fim, com uma história bonita e boas interpretações. Uma história inspiradora de coragem, sacrifício e luta pela liberdade.

 A história de Mary (Romola Garay), de 21 anos, começa em Cornwall, onde nasceu e onde mora, no final do século XVIII (1786). A sua aldeia encontra-se a morrer de fome e ela, em desespero e esfomeada, rouba uma mulher, episódio que lhe vai garantir um lugar numa longa viagem até à Austrália junto com outros prisioneiros. Ela, outros condenados e alguns oficiais são transportados para a Colónia Penal britânica de Botany Bay, numa viagem que dura cerca de 250 dias, nas piores condições, num barco prisional. 

 

Encontrando-se grávida de um carcereiro (de forma a não morrer de fome, Mary entregara-se a um deles), Mary faz amizade com um traficante charmoso e espirituoso chamado Will (Alex O'Loughlin) e desperta a atenção de um graduado oficial, Lt Ralph Clarke (Jack Davenport), um homem duro e moralista, cuja esposa o abandona assim que o barco parte, alegando ser incapaz de viver naquelas condições. A ajuda que este oficial dá a Mary é justificada perante os outros oficiais e suas esposas como um acto de humanidade e educação social. Promete manter a inocência da rapariga e realmente nunca lhe toca.
 
Quando ele descobre que ela está grávida, dirige a sua raiva contra os outros prisioneiros e mais especificamente à melhor amiga de Mary que é chicoteada. Decepcionada com este acto, Mary retorna ao seu lugar de prisioneira. Após nascer a sua filha Charlotte, ainda a bordo do navio, Mary e os outros chegam a Botany Bay. Apercebendo-se dos benefícios de ser uma família, e apaixonados, Mary casa com Will e têm um filho chamado Emmanuel. A determinação de Mary é sempre a de evitar a fome que ela própria passara e salvar os seus filhos de um destino semelhante.
 
Três anos depois, vendo que a colónia não desenvolve, continuando a existir fome e miséria, Mary, o marido e mais cinco outros condenados esboçam uma fuga com destino a Timor, colónia holandesa situada a cerca de 4500km. Assim, ela finge abandonar o marido e volta a viver com o Lt Clarke, apaixonado por ela desde que ficara com ela no barco, apenas como uma distracção para que Will e os outros possam roubar comida e outros mantimentos. Tencionam fugir no único barco existente, pertencente ao governador Phillips (Sam Neil). Quando se dá a fuga, Clarke fica furioso, dispara sobre o barco que escapa com pequenos danos e passa a persegui-los obsessivamente. 
A viagem é longa, difícil, cansativa e geradora de alguns conflitos. Mas eventualmente chegam a Timor. Lá, passando por sobreviventes de um naufrágio, são aceites na alta sociedade. Não contavam era que, no encalço deles estivesse Clarke que acaba por encontrá-los e desmascará-los. Will acaba morto e apenas sobrevivem para voltar a Inglaterra, Mary, os filhos e mais dois dos prisioneiros. Na viagem de regresso, vítimas de uma doença tropical, as duas crianças acabam por morrer, deixando Mary completamente à deriva, sem a sua família.
 
Já em Inglaterra, a carismática Mary ganha o apoio do povo inglês e os tribunais decidem pela sua liberdade e dos seus companheiros. Quanto a Clarke, ele fica na Inglaterra carregando o fardo de ser responsável pela morte de Charlotte e Emmanuel. Mary,mais uma vez na Cornualha, onde começou a sua história, reflecte sobre o tempo curto da sua família e a falta de liberdade simbolizada através da morte do seu marido. Aceita silenciosamente  prosseguir por causa das suas almas falecidas, apesar de não saber o que o futuro lhe reserva.