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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

Emma 2009

Sandra F., 21.10.11

Confesso que das obras de Jane Austen esta não é das minhas favoritas. Emma é, para mim, uma menina mimada, egocêntrica e demasiado snob para que a consiga admirar como uma heroína literária. Contudo, de entre todas as adaptações realizadas até hoje, esta de 2009 com a Romola Garai, Jonny Lee Miller e Michael Gambon, é a minha favorita. A história baseia-se em Emma, filha de um cavalheiro rico, Sr. Woodhouse e nas suas tentativas de casar pessoas conhecidas, ou seja tem a mania que é casamenteira mas que ela própria nunca se há-de casar. 

Comparada com a adaptação de 1996, com Gwyneth Paltrow, esta versão é muito superior parcialmente devido à duração e ao ritmo certo. A mini-série em quatro episódios permite que personagens e enredo sejam desenvolvidos com mais detalhes do que no filme. E temos a oportunidade de ver Emma amadurecer e assistir ao desenrolar do seu relacionamento com Mr George Knightley. Mais, o texto original e os diálogos tornam a série mais credível.

O elenco é excelente. Romola Garai dá-nos uma jovem, vivaz e expressiva Emma Woodhouse, capaz de apresentar não só amor e entusiasmo mas também os seus pensamentos mais íntimosGwyneth Paltrow, penso eu, não foi capaz de retratar a juventude e a inocência de Emma tão bem quanto Romola Garai. Quanto a Johnny Lee Miller (Mr Knightley), está perfeito, bonito e inteligente. Apesar de a maioria dos apreciadores de Emma demonstrarem gostar mais de Jeremy Northam da versão de 1996, eu acho-o perfeito. Michael Gambon é um muito amável Sr. Woodhouse cujo papel adorei, tal como adoro todos os papéis que este senhor interpreta. Ah, e temos Rupet Evans, que interpreta o irmão de margareth Hale em North and South, como Frank Churchill. E tal, como muitas das produções da BBC, os edifícios históricos, adereços e jardins usados são surpreendentes.
 
Não encontrei um trailer decente para mostrar. Mas apresento este que tem uma música fabulosa e mostra o surgir da paixão de Mr Knightley por Emma.

Little Dorrit (2008)

Sandra F., 19.10.11

Um conselho: Não deixem de ver esta série baseada na obra de Charles Dickens. É maravilhosa. Tem uma duração de oito horas, separadas em vários episódios, mas vale a pena. Eu, se pudesse, tinha-a visto de uma assentada só. 

A série foi emitida pela BBC One, começando com um episódio de 60 minutos, seguida de 12 partes de cerca de meia hora cada e terminando com um episódio final de 60 minutos. Dela fazem parte actores ingleses fabulosos, começando por Matthew Macfadyen, Clare Foy, Alun Armstrong, Judy Parfitt, Tom Courtenay, Eddie Marsan, Sue Johnston, entre muitos outros. Foi premiada com vários prémios, entre os quais o de melhor série.

Little Dorrit é um  drama de época que conta a história de Amy Dorrit (Clare Foy), uma jovem que passa os dias trabalhando para ganhar dinheiro para a família e cuidando de seu  orgulhoso pai, que é um preso de longa data de Marshalsea, a prisão dos devedores, em Londres. Subitamente, o mundo de Amy e da sua família transforma-se quando o filho do seu patrão, Arthur Clennam (Matthew Macfadyen), retorna do exterior para resolver legados misteriosos da sua família e descobre que as suas vidas estão interligadas de uma forma bastante misteriosa.

Nesta obra, Charles Dickens quis expôr a sua ideia de que dinheiro e  riqueza não significam necessariamente felicidade e conforto. Os personagens Amy Dorrit e Arthur Clennam são basicamente bons, compassivos, pessoas que se preocupam mais com o conforto dos seus amigos e com o seu dever para com os outros; riqueza e status não são importantes. Arthur poderia tomar conta do negócio do falecido pai e tornar-se rico, mas encontra-se muito perturbado com um segredo de família que pode dificultar esse caminho. Amy Dorrit encontra contentamento numa prisão, onde o pai se encontra preso (estes presos levavam as famílias consigo), cercada pela família e a fazer boas acções. Quando ela se vê rica, perde as coisas importantes da vida e não fica satisfeita.

Mas o mais atractivo nesta série é a relação entre Amy e Arthur. Ela apaixona-se quase instantaneamente por ele, mas ele vê-a apenas como uma irmã mais nova dadas as circunstâncias da história. Ambos têm cenas muito bonitas, algumas bastante dolorosas para Amy. No entanto, só quando John, um apaixonado de Amy, revela a Arthur que ela o ama é que as coisas mudam. E a reunião entre os dois na prisão de Marshalsea é muito bonita.

Obrigatório ver!!

Wuthering Heights 2009

Sandra F., 18.10.11

Apesar de já ter visto esta versão de 'O monte dos Vendavais' há algum tempo, ainda não tive oportunidade de falar aqui sobre ela. Quem conhece os meus gostos sabe que Wuthering Heights de 1992 com Julitte Binoche e Ralph Fiennes é a minha versão favorita e que o HeathClíff protagonizado por Ralph Fiennes é o meu preferido de entre todas as versões.

  

No entanto, esta versão de 2009 com Charlotte Riley (Cathy) e Tom Hardy (HeathCliff) é também muito agradável de se ver pois cinge-se bastante à obra original de Emily Bronte e apresenta interpretações muito boas. Este filme faz um grande trabalho ao mostrar a paixão entre Heathcliff e Cathy, e Tom Hardy no papel de Heathcliff é uma mistura perfeita de um desfalecer digno e aterrorizante apesar de pessoalmente achar que HeathCliff deveria ter um ar mais 'aciganado' que Tom Hardy não apresenta. Ah, e gosto muito da interpretação de Andrew Lincoln como Edgar Linton.

Infelizmente, a segunda parte da história não tem a mesma atenção que a primeira parte, ou seja é um pouco menor e com uma acção mais apressada. Mas no geral, é uma maravilhosa adaptação que eu definitivamente recomendaria a todos os amantes do clássicos e principalmente deste clássico.

Mother´s love

Sandra F., 16.10.11

A mother´s love holds fast and forever.

A girl's love is like a puff of smoke; It changes with every wind.

 

Uma das coisas que mais aprecio na série 'North and South' é o carinho e cumplicidade existentes entre Mrs Thornton (Sinead Cusack) e John Thornton (Richard Armitage). Duas pessoas que parecem tão duras, sérias e até frias encontram conforto e amor um no outro. É muito bonito de se ver e gosto particularmente da cena em que John volta a casa depois de ter sido recusado por Margareth. É indiscritível a sintonia entre eles, a forma como John desabafa e chora com a mãe e também a forma como ela o apoia e compreende. Quando na presença do outro, ambos conseguem mostrar facetas suas que raramente estão presentes para outras pessoas. Uma relação extraordinária!

 

Outra cena que gosto muito é quando Anna Thornton procura o filho no escritório de Marlborough Mills e o encontra a dormir sobre a secretária. Cobre-o carinhosamente com o seu xaile e retorna a casa, deixando o cansado e torturado filho a descansar.

 

Downton Abbey (1ª parte)

Sandra F., 15.10.11

Comecei a ver a série britânica Downton Abbey há uns dias. Ainda só vi dois episódios mas já estou completamente rendida. À série e a Hugh Bonneville que interpreta o Duque de Grantham. Já o conhecia de outros papéis mas nunca o apreciei como aqui. Lembro-me dele como Bernie em Notting Hill e como Mr Rushworth em Mansfield Park (ambos de 1999) e ainda como Mr Bennet em Lost in Austen (2008). Uma evolução fabulosa; um actor maduro, seguro e perfeitamente adequado ao papel.

 

 

Temos também a presença de Brendan Coyle que interpretou Nicholas Higgins em North and South (2004). Um actor maravilhoso que já admirava desde a série de 2004 mas que agora me surpreende com a sua delicadeza e simplicidade neste papel. Interpreta John Bates, valete do Duque e seu velho conhecido dos tempos de guerra. É coxo devido a um problema no joelho e isso trouxe-lhe problemas na adaptação e aceitação nessa função. Cortou-me o coração vê-lo chorar sozinho quando foi despedido. Contudo, o Duque, dando-nos uma cena emocionante de amizade e rectidão, reaceita-o como empregado independentemente da sua incapacidade e indo contra quase todos os restantes empregados e até da restante família. 

Ainda não vi o terceiro episódio mas até agora, os dois que vi, no final, presentearam-me sempre com uma sensação de conforto e crença nos valores humanos. Primeiro, quando Lorde Grantham readmite John Bates apesar do seu problema físico e no segundo quando Matthew Crawley (Dan Stevens) aceita finalmente a ajuda profissional do seu recém-destacado valete, Molesley, dando a entender que finalmente aceita a função do criado como algo digno e que define quem o outro é.

 Quando terminar esta primeira temporada, dou mais notícias.

North and South Sequel!!!!!!....

Sandra F., 12.10.11

Oh My God! Oh My God! Oh My God!!.....

 

Pronto, já passou...

 

A surpresa da temporada! Uma santa duma mulher resolveu escrever a sequela de North and South, dando-lhe o título de 'Northern Light'. A santa chama-se Catherine Winchester e obviamente só podia ser britânica. Abençoada mulher! Espero que não me desiludas. Já li algumas (e interessantes) fanfictions da obra de Elizabeth Gaskell que continuavam a história de Mr Thornton e Margareth Hale. Contudo, se esta obra teve honras de publicação deve ser muito boa. 

'Northern Light' descrito no site da autora:

"A sequel to Elizabeth Gaskell's classic novel, North and South, Northern Light sees John and Margaret embarking on their lives together whilst working to improve the lives of their work force.

 

With the threat of another strike, a series of bad mill accidents, a lethal fire and failed speculation, life in Milton is not easy for anyone and it won't be long before the mill masters and their workers clash once more, with devastating consequences.

 

Getting married and starting a family is difficult enough at the best of times but for John and Margaret, married life will present unique challenges and despite the reforms they are making, even they will not escape Milton's troubles unscathed".

 

Catherine Winchester descrita no seu site:

"As a young child, Cat loved reading; spending hours devouring her Storyteller series, but as she grew up her love of books faded. Faced with choices like the Famous Five or the Railway Children, and combined with dyslexia which wasn't recognised, Cat's love of reading dwindled.

In her early teens however, she discovered science fiction, staying up to 2am to finish her first sci-fi novel. This reignited the love affair and Cat soon realised that she no longer needed to be stuck in the childrens' section  and graduated to adult literature.

When she finally got an English teacher who cared just as much about content as grammar and spelling, her love expanded to include writing. She penned many stories in notebooks but thanks to rather illegible handwriting, most of these stayed confined to notebooks. When she was 15 she discovered computers and Cat has never looked back. She penned her first novel on the school computers and it amuses her no end when she thinks of her teachers stumbling across that first, amateurish work.

When asked why she loves reading and writing so much, Cat's answer is simple. "There have been some very dark and lonely times in my life and during those times reading was my lifeline. It allowed me to step out of my own head and into someone else's world; somewhere I could forget my own problems, if only for a little while. When I discovered writing it was the same thing, except I could control the world I was in and manipulate it to my own desires."

 

(Sorry, I'm so excited with the news that I can't find the will to translate this).