27
Mai 12

Confesso que quando vi, há poucos dias, que ia estrear este filme nem valorizei muito. Só o título por si só pareceu-me tedioso e, não sei bem porquê, associei a um género de documentário ou daqueles filmes demasiado parados.

 

À porta do cinema (o filme que queria ver estava erradamente noticiado na internet), entretive-me a procurar outra solução. Foi quando os meus olhos descobriram o cartaz deste filme: comédia inglesa do ano, actores britânicos que gosto, realizador de confiança.... vamos experimentar! 

Adorei! Foi um dos melhores filmes que vi ultimamente no cinema! 

 

A história gira em torno de uma mulher que vai ajudar um Sheik a construir um viveiro de salmão inglês no Iémen com a ajuda de um cientista bastante introvertido do Departamento de Agricultura e Pescas. O objectivo do Sheik passa por trazer a cultura do salmão ao seu país natal e proporcionar aos seus habitantes a prática do desporto a que ele se dedica na sua propriedade na Escócia: a pesca do salmão, além de estimular uma das únicas atividades em que todos, independentemente da classe social, poderiam participar de igual para igual, lado a lado à beira do rio.

Todo esse facto é aproveitado pelo governo inglês, desesperado por ter boas notícias daquela região, ao mesmo tempo que as relações amorosas dos envolvidos vão sendo postas em causa. O filme conta com os atores Ewan McGregor, Emily Blunt e Amr Waked nos principais papeis (magnifícos). Tem ainda Tom Mison (Mr Bingley em Lost in Jane Austen) e Rachel Sterling. Esta última interpretou (e muito bem!)a namorada de Hugh Grant em Love Actually mas aqui vêmo-la muito diferente. Quanto a Ewan McGregor, continuo sempre à espera que ele comece a cantar 'Come What may' do filme Moulin Rouge...

Felizmente, este filme foi baseado num livro. Coisas boas destas normalmente são baseadas em livros! Escrito pelo inglês Paul Torday e publicado em 2008, o livro lembra, em muitos aspectos, os romances epistolares, pois é feito de cartas, e-mails, páginas de diário, relatórios da Câmara dos Deputados na Inglaterra (House of Commons), programas de entrevistas e até emails relacionados com a Al Qaeda fazem parte dessa “pilha” de documentação que conta a história.

 

É um livro construído como uma sátira aos governos,  a toda a burocracia governamental inglesa, mas que com pequenos ajustes é universalmente insana. O projecto de se fazer a pesca do salmão – um peixe de água doce muito fria–  no Iémen, um país no deserto, é considerado desde o primeiro capítulo como uma loucura, um projecto sem viabilidade.  Mas, por razões diversas e principalmente para favorecer o primeiro-ministro, este projecto começa a crescer e toma vida própria.  Não só cresce como se torna um projecto imprescindível para o governo inglês.  E ganha mais combustível ainda quando Alfred Jones, o herói da história e um cientista do Departamento de Pesca do governo, que é contra o projecto, se vê frente a frente e seduzido pela filosofia do sheik em questão. O resultado é imprevisível, acreditem.

 

publicado por Sandra F. às 00:48

25
Mai 12

Uma das partes mais bonitas da obra North and South lida por Richard Armitage que interpreta John Thornton na série com o mesmo nome. 

 

Baixinho para ninguém ouvir.... Oh My God!!!
publicado por Sandra F. às 19:57

24
Mai 12

Sim, de vez em quando também leio romances de cordel. Já adorei, depois detestei, tornei a gostar. É daquelas coisas que não se explica, que uma mulher não consegue explicar.

 

Há já muito tempo que não lia um. Mas aqui há uns dias, num blog, dei com esta história e fui despertada, nem sei bem porquê. Talvez ande mesmo com necessidade de encanto e distracção emocional. Não que goste muito do género de literatura doceira e lamechas mas... oh, well... acontece... aos melhores.

 

O enredo: "O sexy magnata de negócios Morgan Grady acabou de ser votado "O Homem do Ano", pela revista News Weekly. Ansioso para escapar do centro das atenções da mídia, Morgan decide que é tempo de arranjar uma esposa. Assim, o solteiro mais cobiçado de Nova York faz seu pedido de casamento à única mulher na qual sabe que pode confiar... sua sensata secretária, Winnie Graham!

Mas a sós em sua ilha particular paradisíaca, Morgan descobre que a fachada de compostura de Winnie esconde um turbilhão de paixão e desejo. E a atração sexual que começa a nascer suavemente entre os dois de repente explode!"

 

Pois muito bem, li numa só noite. É a vantagem destes livros. Lêem-se rápido. Mas li com gosto e não descansei enquanto não terminei. É bonito. Encanto garantido e personagens interessantes. Claro que há situações que são óbvias, sabemos como vão terminar e sabemos quase qual vai ser o progresso delas. Tal como sabemos que estas histórias são do género 'boy meets girl, one of them falls in love or they both fall in love, a few problems happen and after some struggle, they live happily ever after'.

 

Gostei especialmente do herói. É um homem que, além de lindo (obviamente), tem um sentido de humor fantástico, é generoso, sincero e apesar de abençoado pela vida com fortuna, beleza e sucesso, não é nada orgulhoso ou metido a importante. Ela é a típica mocinha de romance: tímida, metida a patinha feia que depois se transfigura numa mulher esbelta e linda. Oh, God! Porque não pode a vida real ser assim.

 

Oh, well!...

publicado por Sandra F. às 19:19

23
Mai 12

Para mim, uma das mais bonitas frases da literatura mundial.

publicado por Sandra F. às 19:17

22
Mai 12

É certamente um bom ansiolítico!... Ou não?

Talvez não.

 

publicado por Sandra F. às 19:13

21
Mai 12

- Oh, do not use violence! He is one man, and you are many - but her words died away, for there was no tone in her voice. It was but a hoarse whisper. Mr. Thornton stood a little on one side; he had moved away from behind her, as if jealous of anything that should come between him and danger.

- Go! said she, once more (and now her voice was like a cry) - The soldiers are sent for, are coming. Go peaceably. Go away. You shall have relief from your complaints, whatever they are.

- Shall them Irish blackguards be packed back again? - asked one from out the crowd, with fierce threatening in his voice.

- Never, for your bidding! - exclaimed Mr. Thornton.

And instantly the storm broke. The hootings rose and filled the air, but Margaret did not hear them. Her eye was on the group of lads who had armed themselves with their clogs some time before. She saw their gesture, she knew its meaning, she read their aim. Another moment, and Mr. Thornton might be smitten down, he whom she had urged and goaded to come to this perilous place. She only thought how she could save him. She threw her arms around him. She made her body into a shield from the fierce people beyond. Still, with his arms folded, he shook her off.

- Go away - said he, in his deep voice - This is no place for you.

- It is! - said she - You did not see what I saw.

If she thought her sex would be a protection, if with shrinking eyes she had turned away from the terrible anger of these men, in any hope that ere she looked again they would have paused and reflected, and slunk away, and vanished,she was wrong. Their reckless passion had carried them too far to stop at least had carried some of them too far; for it is always the savage lads, with their love of cruel excitement, who head the riot reckless to what bloodshed it may lead. A clog whizzed through the air. Margaret's fascinated eyes watched its progress; it missed its aim, and she turned sick with affright, but changed not her position, only hid her face on Mr. Thornton s arm. Then she turned and spoke again:

- For God's sake! Do not damage your cause by this violence. You do not know what you are doing - she strove to make her words distinct. 

A sharp pebble flew by her, grazing forehead and cheek, and drawing a blinding sheet of light before her eyes. She lay like one dead on Mr. Thornton's shoulder. Then he unfolded his arms, and held her encircled in one for an instant:

- You do well! - said he - You come to oust the innocent stranger You fall, you hundreds, on one man; and when a woman comes before you, to ask you for your own sakes to be reasonable creatures, your cowardly wrath falls upon her! You do well! 

They were silent while he spoke. They were watching, open-eyed and open-mouthed, the thread of dark-red blood which wakened them up from their trance of passion. Those nearest the gate stole out ashamed; there was a movement through all the crowda retreating movement.  

publicado por Sandra F. às 19:17

20
Mai 12

A minha grande perdição e o meu maior pecado!

 

Oh Lord! Have mercy on me! E da minha silhueta também.

publicado por Sandra F. às 19:13
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19
Mai 12

Fiquei tão, mas tão decepcionada com esta série! Desde que ouvi falar nela pela primeira vez que andava curiosa para a ver e sempre tive a certeza que ia gostar; talvez por ser britânica, por ser de época e por ter alguns bons actores britânicos.

E depois aquela imagem daquela comprida estrada ladeada por árvores encantava-me e puxava-me a curiosidade ainda mais.

 

O que é certo é que vi e até comecei por gostar. A história parecia-me interessante e até capaz de me deixar fã. No entanto, lá para depois do meio, algo se quebrou na história e a minha decepção foi tão grande que até me fui certificar que não tinha uma segunda temporada. Nao tem. Faz-me lembrar um pouco North and South da Elizabeth Gaskell que, apesar de ser uma das mais belas histórias que conheço, terminou de forma abrupta por razões que já aqui explanei. A diferença está no facto de North and South ter terminado de uma forma bonita. South Ridding termina mal, a meu ver. E eu até costumo dizer que gosto de tragédia e drama nas histórias. Todavia, aqui fiquei decepcionadíssima pois houve ali algo que começou e nem sequer teve tempo para se desenvolver.

Quanto às interpretações dos actores, nada negativo tenho a apontar. Anna Maxwell Martin está impecável como sempre; David Morrissey... é David Morrissey; Peter Firth está muito diferente do Harry Pierce que era em Spooks e Penelope Wilton sempre com aquele trejeito esquisito na boca quando fala.

 

Baseado no livro de Winifred Holtby, esta minissérie conta a história da ambiciosa e independente Sarah Burton que, em 1934, deixa Londres para assumir o lugar de diretora de uma escola em South Riding, sua cidade natal. A estrutura precária de uma Grã-Bretanha em crise e a desconfiança dos que a cercam podem parecer grandes obstáculos, mas ela está determinada a erguer uma escola exemplar e a inspirar as suas alunas. Simultaneamente, a minissérie descreve o panorama histórico, as feridas ainda abertas pela 1ª Guerra e os dramas pessoais, sempre atemporais, de cada um dos personagens.

 
Bem,... era um livro que eu era capaz de ler!
publicado por Sandra F. às 19:16

18
Mai 12

A minha homenagem a este grupo fabuloso que a esta hora actua aqui tão pertinho de casa, no Estádio do Dragão.

Que pena não ter tido oportunidade de os ver!

(Parrot dies...)
publicado por Sandra F. às 22:10

14
Mai 12

Poderia dizer que li este livro de uma assentada só. Porque é possível. Mas não li. Apenas demorei meia dúzia de dias. Falta de tempo e afins. Sorte é que tenho fases em que sofro de insónias. Esta é uma delas.

 

Prende. A história é engraçada e os dois personagens principais são interessantes e amorosos. No entanto, quando a acção passa de Nova York para Barcelona, especialmente na parte final, algo se quebrou. Achei desnecessária aquela cisma do Guille em não aceitar Emma apenas por medo que ela o rejeitasse novamente. Fiquei com a sensação que a autora estava a 'fazer render o peixe' pois era evidente que, logo que Emma regressou a Barcelona e o procurou, a história deveria ter terminado por aí. Ou então ter sido introduzida ali uma qualquer situação mais melindrosa que toda aquela hesitação dele. Que, verdade seja dita, já irritava...

 

A premissa do livro 'Poderá o tempo unir o que o medo separou' também me pareceu algo forçada. É que esse tal tempo é apenas um mês (o tal tempo em que a autora pareceu andar a 'fazer render o peixe'). Se fossem meses, ou até anos, parecer-me-ia mais interessante e plausível. A autora pareceu ter escrito esta última parte apenas para justificar a frase que aparece na capa do livro.

 

No entanto, como já disse, gostei. Claro que esperava mais especialmente quando a accção passou para Barcelona mas o que interessa é que tudo acabou bem e ninguém morreu. O que para mim é uma pena dado que gosto de situações dramáticas. Os happy endings por vezez cansam.

 

Se aconselho? Sim. É um romance leve, ideal para duas tardes de praia. Talvez três... (a parte final pode provocar algum cansaço de tanta lamechice e pode haver necessidade de fazer algumas pausas para recuperar...)

"Guillermo, um reputado consultor financeiro, está farto de aviões, hotéis e diferenças horárias. Quer fazer mudanças drásticas na sua vida para se poder dedicar mais aos amigos e talvez até ao amor; mas de momento vê-se obrigado a passar uma temporada em Nova Iorque por causa da carreira. Emma sacrificou demasiados sonhos para se tornar uma boa médica, mas agora sente que chegou o momento de os concretizar, pelo que decide abandonar o hospital onde trabalha e matricular-se na escola de cozinha mais prestigiada de Nova Iorque.
Ambos se encontram no avião e, apesar de algumas embirrações iniciais, partilham uma história de amor inesquecível. Mas há segredos e receios que acabam por minar a relação e Guillermo regressa a Barcelona para começar sozinho a sua nova vida. Conseguirá o tempo unir o que o medo separou?"

 

publicado por Sandra F. às 17:38

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