13
Out 12

Ultimamente, no carro, o meu filho adoptou a mania de se colar à porta de modo a que eu não o veja pelo espelho retrovisor. Diz que eu estou sempre a olhar para ele. E a verdade é que estou, apesar de muitas das vezes estar também apenas atenta ao trânsito e à minha condução.

 

Ontem, acabei por lhe dizer:

 

- Um dia, vou achar que não vai ninguém aí atrás e vou esquecer-me de ti quando sair do carro.

 

- Oh, não vais nada.

 

- Como é que sabes que não vou?

 

Ele chegou-se à frente, enquanto eu paráva num semáforo vermelho, e com uma expressão duuhhh, disse de mão erguidas:

 

- Porque eu sou a coisa mais importante da tua vida!!

 

Nem soube se rir ou chorar.

 

- E como é que tu sabes disso?

 

- Porque sei.

 

- Quem te disse isso?

 

- Tu, quando eu estava na tua barriga. Uma vez, disseste-me muito baixinho: "És a coisa mais importante da minha vida!"

 

Devo ter dito. Não me recordo porque devo ter mesmo dito isso e outras frases semelhantes milhões de vezes, fosse na gravidez fosse depois dela. E, claro que ele não deve recordar-se. Deve ter tirado isso de alguma cena dos Simpsons ou algo do género. O que importa é que ele sabe. Porque realmente é verdade. Ele é a coisa mais importante da minha vida e eu nunca, mas nunca me esqueceria dele, fosse em que circunstância fosse. Tenho é de lhe dizer isso mais vezes.

publicado por Sandra F. às 19:17
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12
Out 12

 I hope too, Garfield! My world, like yours, it's perfect the way it is! (As long as you have lasanha, of course!)

 

publicado por Sandra F. às 20:13
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11
Out 12

Gosto de fugir para aquele sítio onde sou outra pessoa e onde tu existes...

 

publicado por Sandra F. às 20:45
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10
Out 12

Ando completamente apaixonada por esta música.

 

Confesso que não prestei grande atenção aos Jogos Olímpicos 2012 porque se tivesse prestado, de certeza que já conheceria esta melodia há mais tempo.

 

publicado por Sandra F. às 19:45

09
Out 12

Por onde começar é a minha dúvida...

 

Sou daquelas pessoas que, quando o livro que estou a ler não me atraí ou simplesmente não está sempre a chamar por mim, o deixa de lado com um 'quando tiver mais tempo, leio'. Daí que todas as resenhas de livros que gosto sejam abonatórias para os mesmos e daí que pareça que devoro tudo o que seja livro. Ora, isso não se encontra muito longe da verdade. Contudo, posso dizer que sou bastante selectiva nos livros que leio. E sou bastante rigorosa na procura de histórias que me agradem. E depois, tenho a sorte de me encantar pelas histórias certas nos tempos certos. Por isso, não estranhem se eu pareço sempre demasiado favorável nas resenhas que escrevo aqui.

 

Hoje vou falar sobre o último livro que li e que acabei ontem. Não fiz imediatamente esta resenha porque fiquei a pairar um pouco nos contornos finais da história que, por acaso, é maravilhosa. Atrever-me-ia mesmo a dizer M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!!

 

Mas o mais engraçado é que comprei o livro muito acaso. Ofereceram-me um livro que (confesso) não gostei e quando o fui trocar à Fnac, deram-me um vale. Bibliólica como sou, corri a escolher outro. Primeiro pensei em algumas obras de Charles Dickens, em inglês, que tinham em formato bolso (entre as quais Little Dorrit que anseio por ter mas... preferia a inexistente versão portuguesa). E já tinha três desses livros na mão, quando, por curiosidade, fui espreitar os restantes expositores. Ora, isso é um erro crasso para alguém como eu que fica sempre a pensar 'Tenho de fazer uma lista para não me esquecer deste e daquele título'. Há uma passagem neste livro que vou falar que me define completamente: "...de tal maneira que havia livros enfiados em todos os espaços. Tudo aquilo produziu em mim o mesmo efeito que a visão de uma loja de brinquedos produziria sobre uma criança de seis anos."

 

Quando peguei n'O segredo de Sophia de Susanna Kearsley, foi por mero acaso pois até a capa achei desinteressante (apesar da imagem bonita). Mas depois li a contracapa e gostei da introdução ao livro. E caí na asneira de o desfolhar por entre os dedos. Começo a acreditar que há algo que nos puxa definitivamente para uma história. Resumindo, pousei os outros três títulos do Dickens, peguei n'O segredo de Sophia de Susanna Kearsley e toca a rumar para a caixa como quem não quer a coisa. Foi só terminar os últimos capítulos do livro que andava a ler então e peguei imediatamente neste que devorei em pouco mais de meia dúzia de dias (tem 509 páginas).

 

Confesso que a princípio me senti ligeiramente defraudada comigo mesma. Mas isso foi apenas nos primeiros capítulos. Depois a história adensa-se de uma forma interessante e chamativa e as personagens são de tal forma envolventes que é impossível parar de ler. Na história temos presentes todos os pontos de intersecção entre um mundo criado pela heroína, que é uma escritora de romances históricos, e o seu mundo real. E à medida que ela vai escrevendo a sua história vai-se apercebendo que os factos que escreve foram realmente reais e que há entre ela e a sua heroína muita coisa em comum; como se Sophia, a personagem do seu livro, a guiasse pelos factos de uma vida que fora real, intensa, sofrida e memorável.

 

 

Acho que não consigo expressar realmente o quão interessante é esta história. No fundo, temos duas histórias pelo preço de uma. E, apesar de ambas se colmatarem uma à outra, cada uma é interessante à sua maneira, acabando por se fundirem num final lindo, algo triste, imprevísivel e que, a mim, me fez sorrir e desejar não estar no final do livro. A relação, principalmente de Sophia e John Moray, é triste mas intensa, maravilhosa e com contornos que nos fazem rir, suspirar, chorar e tornar a rir e a suspirar. Já a de Carrie com Graham é traquila mas simultaneamente engraçada e bonita. E Carrie, que vive perigosamente entre o presente e o passado, conta com este último para a salvar; só que para isso tem de revelar os segredos que o tempo guardou consigo.

 

É difícil qualificar uma história assim, muito menos tentar atiçar a curiosidade de outros. Eu quando li a contracapa do livro, gostei mas nunca achei que fosse tão bom. Por isso, deixo aquilo que me atraíu, mas sublinho que devem esperar muito, mas muito mais do que aquilo que vos deixo. E nunca esquecer que realmente 'Há emoções que o tempo não destrói' e que o segredo de Sophia demorou três séculos a ser revelado. Qual era? Só lendo. Eu não vou revelar.

 

'Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário  e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo castelo de Slains, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontraGraham Keith, um homem que acaba de conhecer mas que lhe é, também, estranhamente familiar.

 

Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante  que a leva a perguntar-se se estará  a lidar apenas com a sua imaginação. Será a sua Sophia tão ficcional como ela pensa?

 

À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o segredo de Sophia tem de ser revelado'.

 

E... há mesmo emoções que o tempo não destrói! 

 

publicado por Sandra F. às 19:05

08
Out 12

Não gostei. E até costumo gostar deste tipo de filmes porque a história tem tudo para me atrair. Penso que falhou a química entre os actores Rachel McAdams e Channing Tatum. Deste último, não podia esperar muito também pois nunca fui grande fã do trabaho dele. Não é que seja mau actor... simplesmente não me diz nada. Já a actriz gosto muito dela. Infelizmente, falhou no parceiro e depois... será que a vamos ver sempre no mesmo género de papéis? Quando é que lhe dão um papel a sério e a tiram por uns tempos dos dramas românticos à la Nicholas Sparks????

 

 

A história do filme é levemente baseada em factos reais e mostra-nos um jovem casal que, pouco depois do casamento, sofre um acidente de viação, ficando a rapariga com uma amnésia severa que a leva a não se recordar do marido nem de tudo o que aconteceu depois que abandonou a casa dos pais e antes de o conhecer. O filme retrata então os esforços do marido esquecido para recuperar a mulher que ama.

Esta é das poucas fotos que consegui arranjar do filme que não mostra os dois principais actores num pré-beijo. É mesmo romance para enternecer corações. O meu não ficou enternecido, apesar de ter achado o final muito querido e até um pouco diferente.

 

publicado por Sandra F. às 19:39

07
Out 12

Lá que é um filme sangrento... é! Cabeças rolam, são decepadas pela metade, membros são cortados e estropiados... Enfim, é mesmo uma sangria sem fim. Mas aparte isso, e sem ser obviamente um grande filme, vê-se bem, mais não seja por ter alguns grandes actores britânicos.

 

Já sei. Vê-se ali o Fassbender. Ando numa de me actualizar com a filmografa dele. Mas se fosse por este filme unicamente, ele não me diria nada pois aqui dificilmente se faz jus ao homem que é ou ao seu belo sorriso.

 

Centurion é portanto uma produção britânica (no genérico de abertura diz que os seus fundos provêm da Lotaria Nacional... fico a perguntar-me se o realizador terá jogado e ganho) que nos traz a história de Quintus Dias, um alto soldado romano que é capturado pelo povo conhecido como Pictos (antigos habitantes da Escócia) na então terra chamada Britânia. Quintus consegue fugir e em breve junta-se à Nona Legião Romana comandada pelo General Virilus. Quando esta legião é emboscada pelos pictos e os seus três mil homens são brutalmente chacinados, resta um grupo de sete sobreviventes, entre os quais Quintus. O general é feito prisioneiro e o grupo decide que tem de o libertar. Esse objectivo acaba por não ser cumprido, mas algo acontece que leva a que o grupo de homens seja perseguido até à morte por uma rastreadora implacável que se encontra ao serviço de Gorlacon, o rei dos Pictos.

Fantasioso!!!

 

Claro que há direito a uma historiazinha de amor. E esta acontece, muito subtilmente entre Quintus Dias e Arianne, uma jovem que vive no meio da floresta e que se vai mantendo viva graças à sua fama de bruxa.

 

É giro. Talvez o Fassbender pudesse ter sido mais trabalhado porque o personagem é certamente interessante. Ou talvez não seja o tipo de papel apropriado para ele. Além disso, está sempre sujo e coberto de sangue, pobrezinho.

 

 

 

publicado por Sandra F. às 19:31

06
Out 12

 Uma combinação de voz e som perfeitos:

 Morten Harket e Pet Shop Boys. 

 

 

publicado por Sandra F. às 19:50
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05
Out 12

You hold my heart... Forever and always! Remember that. Wherever you are now.

publicado por Sandra F. às 19:28
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04
Out 12

A minha última discussão com o meu filho, depois de receber a conta da luz e da água, uma soma ligeiramente superior à do mês passado:

 

- Temos de ter mais atenção ao gasto de água e luz!

- Porquê?

- Porque estámos a gastar muito dinheiro.

- E que tem? Tu até achas que um euro é muito dinheiro!

- Pois, porque um mais um são dois e dois mais dois são quatro... Tens de tomar banhos rápidos sem estar a brincar com a água e ter atenção às luzes que tens acesas sem necessidade.

- Mas eu não brinco com a água. E preciso das luzes acesas para brincar.

- Mas não precisas de as acender todas ao mesmo tempo...

- Preciso sim. Senão não vejo.

- Diogo, é para poupar na água e na luz e ponto final, acabou a discussão!

- Não, não acabou.

- Acabou sim.

- Não. Só acaba quando me deres um abraço!

 

E é assim que os filhos ensinam os pais!

 

publicado por Sandra F. às 21:21
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"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
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"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley
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'The Holiday' Nancy Meyers (2006) com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black
'O diário da nossa paixão' Nick Cassavetes (2005) com Ryan Gosling e Rachel McAdams
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'O poder dos Sentidos' Tom Shadyac (2002) com Kevin Costner
'Doce Novembro' Pat O'Connor (2001) com Keannu Reeves e Charlize Theron
'O senhor dos Anéis' Peter Jackson (trilogia)
'Amar em Nova York' Joan Chen (2000) com Richard Gere e Winona Rider
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'A cidade dos Anjos' Brad Silberling (1999) com Nicholas Cage e Meg Ryan
'Monte dos Vendavais' Peter Kosminsky (1992) com Juliette Binoche e Ralph Fiennes
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