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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

Nostalgia I: Dirty Dancing (1987)

Sandra F., 14.09.11

Não, não sou nem fui daquelas meninas que se 'apaixonou' pelo Patrick Swayze depois de ter visto este filme. Com todo o respeito pela alma dele e pelo seu talento, confesso que ele me transmitia a mesma sensação que sempre tive com o Richard Gere: gestos e atitudes algo efeminados que não me atraiam nada. Não, gestos e atitudes não. É mais aquela estranha forma de caminhar que acho efeminada. No Patrick Swayze até aceitava dado que era um grande dançarino, mas pronto, nem todas podemos gostar de Freds Astaires. E tem outra coisa que admirava bastante nele: o facto se ter mantido fiel (pelo que se sabe) à mesma mulher durante toda a sua vida. Rest in peace!

  

Quanto ao bem sucedido 'Dirty Dancing' é daqueles filmes inesquecíveis que marcou toda uma geração e penso que continua a marcar. Lembro-me de o ter visto em VHS, e primeiro que ele ficasse disponível no clube de vídeo foi uma eternidade. Vi-o uma vez só, até começar a passar com frequência na televisão. Mas mesmo assim não repeti muito dado que... nem sei, secalhar era mesmo o actor principal que não me dizia nada. Mas a história (apesar de banal) era lindissíma e eu adorava ouvir as músicas que faziam parte da banda sonora. Depois era ainda uma adolescente, daquelas que comprava a revista 'Bravo' (ainda existirá?) e colava discretamente nos cadernos e livros de escola imagens dos meus filmes e actores preferidos. Johnny Castle e Baby faziam parte dessas colagens. 

Há poucos meses revi o filme. Nem sei porquê. Descarreguei-o da internet e assisti numa bela tarde de preguiça. E, claro, continuei a emocionar-me com a dança final (I've had the time of my life...) e a empatizar bastante com a Baby (raio de nome lhe foram dar! Frances seria melhor...) e até com o jeito brusco e simultaneamente delicado de Johnny Castle. Sei que devia ter revisto o filme mais uma vez para melhor poder complementar este texto. Mas não me apetece, apesar de o ter guardado para uma próxima vez. Garanto apenas que rever apenas algumas das imagens do filme me transportam para o tempo da minha adolescência e aqueles dois parecem ter feito parte da minha vida de então. Talvez porque a imagem deles, aplicada nos meus cadernos e livros, tenha acompanhado muitas aulas, muitas conversas de amigas, muitas dificuldades, muitas tristezas e também muitas alegrias.

 

Mais importante, 'Hungry eyes' do Eric Carmen continua, ainda hoje, a ser uma das minhas músicas preferidas.

 
"...I look at you and I fantasize... You're mine tonight..."