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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

Downton abbey (1ª temporada)

Sandra F., 07.11.11

Downton Abbey é um drama de época inglês criado pelo oscarizado Julian Fellowes. Situada numa casa de campo inglesa em 1912, Downton Abbey retrata a vida da família Crawley e dos empregados que trabalham para eles. Downton é a casa dos Crawleys, que têm sido os condes de Grantham desde 1772. Nas galerias, biblioteca e belos quartos, com suas amplas janelas com vista para o jardim, vive a aristocrata família. Mas sob as escadas, os moradores são outros – os empregados, tão possessivos e apegados quanto seus patrões. Alguns deles são leais à família e comprometidos com Downton como uma forma de vida; outros estão de passagem, à procura de novas oportunidades, amor ou simplesmente aventura. A diferença é que eles sabem muitos segredos da família, enquanto que a família pouco sabe deles. 

Downton Abbey é uma série dramática, produzida pela Carnival Films para a ITV. Passa-se durante o final da era eduardiana (após a morte de Eduardo VII) e a primeira Guerra Mundial, em Yorkshire. Estreou na ITV em 26 de setembro de 2010 com uma média de audiencias que rondou os 7.7 milhões de espectadores. Esta recepção extremamente positiva conduziu a série a um sem número de nomeações e a vários prémios, tendo-se tornado no drama mais bem sucedido desde Brideshead Revisited (1981). Em 2011, entrou no Guinness Book of World Records como o 'programa de televisão mais aclamado' para o ano, tornando-se na primeira série britânica a ganhar o prémio.
O primeiro episódio tem início com a morte de James Crawley, primo do Conde de Gratham, e do seu filho Patrick, que estavam à bordo do Titanic. Casado com a milionária americana Cora (Elizabeth McGovern), o Conde Robert Crawley (Hugh Bonneville), não teve herdeiros homens, apenas três filhas. Para manter a propriedade e o título de Conde dentro da família, ele tinha arranjado um casamento entre sua filha mais velha, Lady Mary (Michelle Dockery) e o filho de seu primo, Patrick. Agora, com a morte do noivo, Mary rebela-se, exigindo a liberdade de poder escolher com quem se casará. Contudo, a sua atitude colocará em risco o futuro da propriedade, que poderá passar para outra família. Downton Abbey é mantida com o dinheiro de Cora, que assinou um contrato matrimonial no qual estabelecia que, em troca do título de Condessa, ela passaria sua fortuna ao marido, que investiu o dinheiro num fundo que sustenta a mansão. Se esta for transferida para outra família, o título e a fortuna serão perdidas.

Assim sendo, mesmo tendo se oposto ao casamento arranjado, a mãe de Robert, a Condessa Violet (Dama Maggie Smith), une-se a Cora para tentar convencer Matthew Crawley (Dan Stevens), outro primo distante, a cortejar Mary. O problema é que Matthew é filho de Isobel (Penelope Wilton), mulher sem linhagem, o que o torna um meio pretendente. A família ainda é composta por Lady Sybil (Jessica Brown Findlay), filha de Robert e Cora, activista política que luta pelo direito de voto da mulher e da sua liberdade social; Lady Edith (Laura Carmichael), outra filha de Robert, que era verdadeiramente apaixonada por Patrick, o que a levou a  tornar-se rival da irmã, Mary. Com a chegada de Matthew, Edith tentará vingar-se, conquistando o novo pretendente da irmã.

Enquanto isso, a criadagem tenta manter-se alheia aos problemas que ocorrem na casa, realizando suas funções da forma mais impecável possível. A equipe de criados é comandada pelo mordomo, Carson (Jim Carter), que trabalha na mansão há anos e que considera Mary como uma filha. A equipe é formada pela governanta, Mrs Hughes (Phyllis Logan), que tem um grande respeito e admiração por Carson, a quem protege sempre que necessário; a cozinheira, Mrs Patmore (Lesley Nicol), que não aceita a autoridade de Carson; o valete do Lorde Grantham, John Bates (Brendan Coyle), apaixonado por Anna (Joanne Froggatt), uma das empregadas. O restante da equipe de empregados é formada por Sarah O’Brien (Siobhan Finneran), mulher invejosa e egoísta; Thomas (Rob James-Collier), homem ambicioso que costuma roubar pequenos objectos de valor e que mantém um relacionamento gay com um dos visitantes da mansão; William (Thomas Howes), um jovem ingênuo que preferia cuidar dos estábulos a servir dentro da casa; Gwen (Rose Leslie), jovem rebelde que se alia a Lady Sybil; Daisy (Sophie McShera), apaixonada por Thomas; e Branson (Allen Leech), o motorista, jovem irlandês com forte opinião política, que influencia e se apaixona por Lady Sybil.

É uma série bastante calma mas que se vê muito bem e que nos consegue prender do princípio ao fim dos episódios, emaranhados nos problemas banais e não tão banais quer da família quer dos seus empregados. Já num texto recente que fiz para aqui, antes de ver a série completa, mencionei que uma das coisas que mais me agradava na série era a forma como cada um dos episódios terminava: sempre com alguma cena mais enternecedora e inesperada. Do final desta temporada, destaco a cena final em que Carson, o mordomo, percebe a tristeza da sua querida Lady Mary e a conforta como se fosse seu pai. É nestas situações que vemos que, apesar da distância exigida entre as duas classes sociais, há carinho, respeito e amizade entre eles. Aconselho vivamente.