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booksmoviesanddreams

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Livros que morrerão comigo:

"Norte e Sul" de Elizabeth Gaskell
"O monte dos Vendavais" de Emily Bronte
"Jane Eyre" de Charlotte Bronte
"Villette" de Charlotte Bronte
"A inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte
"Orgulho e Preconceito" de Jane Austen
"Persuasão" de Jane Austen
"A mulher do viajante no tempo" de Audrey Niffenegger
"Em nome da memória" de Ann Brashares
"Charlotte Gray" de Sebastian Faulks
"A casa do destino" de Susana Prieto e Lea Vélez
"De mãos dadas com a perfeição" de Sofia Bragança Buchholz
"Rebecca" de Daphne Du Maurier
"O cavaleiro de Bronze" de Paulina Simons
"Enquanto estiveres aí" de Marc Levy
"O segredo de Sophia" de Susanna Kearsley

O Paciente Inglês (1996)

Sandra F., 03.09.12

"I promise, I'll come back for you. I promise, I'll never leave you."

Count Lázló de Almási para Katherine Cliffton

É uma vergonha, eu sei! Eu, uma apaixonada por cinema desde há muito tempo, nunca ter visto este filme. Se me batessem, eu acharia justo!

 

Ponho-me a pensar porque nunca o vi e, entre indisponibilidades várias na altura em que foi lançado em Portugal, ocorre-me a principal razão porque nunca mais tive curiosidade para o ver. Eu sou uma romântica. Ou melhor, não sou mas gosto de filmes com romance e drama e no fundo, por muito que eu diga que gosto de um final original, sem o usual happly ever after, a coisa perde um pouco o interesse quando isso acontece. Muito mais, quando já sabemos desde o início do filme como tudo vai terminar.

 

O Paciente Inglês (The english patient, no original de 1996) é lindo! Eu não gosto muito de usar este adjectivo. Mas aqui tenho de o fazer, sem receios nem hesitações. Recebeu nove óscares da academia em 1997, incluindo o de melhor filme, melhor realizador (Anthony Minguella) e melhor actriz secundária (Juliette Binoche). Mas isso nada quer dizer, apenas vem provar que a crítica e outras pessoas também apreciaram o filme. 

Para quem não conhece, O Paciente Inglês conta uma história inesquecível passada durante a segunda guerra mundial. Logo no início do filme, assistimos ao abater de um pequeno avião, sobre o deserto do Sahara, que leva uma mulher e um homem. O homem é visivelmente atingido pelas chamas ao mesmo tempo que aparentemente tenta salvar a mulher. Depois vêmo-lo muito queimado na parte superior do corpo a ser cuidado por homens muçulmanos e, logo depois, já com as feridas cicatrizadas mas muito desfigurado, a ser cuidado por soldados britânicos, especialmente por Hana (Juliette Binoche), uma enfermeira muito dinâmica e muito humana. Esse homem é o Conde László de Almásy (interpretado por Ralph Fiennes) e ao vê-lo ser constantemente martirizado com mudanças desnecessárias e algo deprimida por ter perdido algumas pessoas importantes para si nos conflitos, Hana decide ficar numa velha igreja abandonada que encontram. Aí dedica-se a cuidar do seu paciente e simultaneamente ele vai contando a sua história e ficámos então a conhecer a sua identidade, a identidade da mulher no avião, o que os levava a sobrevoar o deserto naquela altura e o seu passado.

 

E por aí adiante. Só vendo mesmo. Uma verdadeira história de paixão, de intriga, aventura mas também uma história triste e dramática. A contracapa do dvd que tenho comigo diz que é "um filme de grande fulgor romântico,... um poderoso triunfo cinematográfico que vai recordar como um dos melhores filmes de sempre". E eu acredito que sim e revejo-me totalmente nessa opinião.

 

O filme é baseado na obra de Michael Ondaatje (1992) com o mesmo nome. Um livro que lerei, com toda a certeza.

 

E não posso deixar de comentar que gostei muito da escolha dos actores principais. O Ralph Fiennes é um dos meus actores favoritos desde que o vi no Wuthering Heights de 1992 (o mais perfeito Heathcliff que já vi!) acompanhado também da actriz Juliette Binoche que interpretou Cathy Hearnshaw/Linton. Voltaram a encontrar-se aqui, no Paciente Inglês, não como par romântico, mas absolutamente incríveis nos seus papéis. (E a falar nisso: porque não deram um óscar ao Ralph Fiennes pela interpretação do Conde László de Almásy?) No entanto, o filme conta ainda com as interpretações de Kristin Scott-Thomas, Willem Dafoe, Naveen Andrews e Colin Firth, este último acabadinho de sair das filmagens de Pride and Prejudice da BBC em 1995. 

 
"My darling. I'm waiting for you. How long is the day in the dark? Or a week? The fire is gone, and I'm horribly cold. I really should drag myself outside but then there'd be the sun. I'm afraid I waste the light on the paintings, not writing these words. We die. We die rich with lovers and tribes, tastes we have swallowed, bodies we've entered and swum up like rivers. Fears we've hidden in - like this wretched cave. I want all this marked on my body. Where the real countries are. Not boundaries drawn on maps with the names of powerful men. I know you'll come carry me out to the Palace of Winds. That's what I've wanted: to walk in such a place with you. With friends, on an earth without maps. The lamp has gone out and I'm writing in the darkness." 
Written Katherine's words to Almási before she dies

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