09
Out 12

Por onde começar é a minha dúvida...

 

Sou daquelas pessoas que, quando o livro que estou a ler não me atraí ou simplesmente não está sempre a chamar por mim, o deixa de lado com um 'quando tiver mais tempo, leio'. Daí que todas as resenhas de livros que gosto sejam abonatórias para os mesmos e daí que pareça que devoro tudo o que seja livro. Ora, isso não se encontra muito longe da verdade. Contudo, posso dizer que sou bastante selectiva nos livros que leio. E sou bastante rigorosa na procura de histórias que me agradem. E depois, tenho a sorte de me encantar pelas histórias certas nos tempos certos. Por isso, não estranhem se eu pareço sempre demasiado favorável nas resenhas que escrevo aqui.

 

Hoje vou falar sobre o último livro que li e que acabei ontem. Não fiz imediatamente esta resenha porque fiquei a pairar um pouco nos contornos finais da história que, por acaso, é maravilhosa. Atrever-me-ia mesmo a dizer M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!!

 

Mas o mais engraçado é que comprei o livro muito acaso. Ofereceram-me um livro que (confesso) não gostei e quando o fui trocar à Fnac, deram-me um vale. Bibliólica como sou, corri a escolher outro. Primeiro pensei em algumas obras de Charles Dickens, em inglês, que tinham em formato bolso (entre as quais Little Dorrit que anseio por ter mas... preferia a inexistente versão portuguesa). E já tinha três desses livros na mão, quando, por curiosidade, fui espreitar os restantes expositores. Ora, isso é um erro crasso para alguém como eu que fica sempre a pensar 'Tenho de fazer uma lista para não me esquecer deste e daquele título'. Há uma passagem neste livro que vou falar que me define completamente: "...de tal maneira que havia livros enfiados em todos os espaços. Tudo aquilo produziu em mim o mesmo efeito que a visão de uma loja de brinquedos produziria sobre uma criança de seis anos."

 

Quando peguei n'O segredo de Sophia de Susanna Kearsley, foi por mero acaso pois até a capa achei desinteressante (apesar da imagem bonita). Mas depois li a contracapa e gostei da introdução ao livro. E caí na asneira de o desfolhar por entre os dedos. Começo a acreditar que há algo que nos puxa definitivamente para uma história. Resumindo, pousei os outros três títulos do Dickens, peguei n'O segredo de Sophia de Susanna Kearsley e toca a rumar para a caixa como quem não quer a coisa. Foi só terminar os últimos capítulos do livro que andava a ler então e peguei imediatamente neste que devorei em pouco mais de meia dúzia de dias (tem 509 páginas).

 

Confesso que a princípio me senti ligeiramente defraudada comigo mesma. Mas isso foi apenas nos primeiros capítulos. Depois a história adensa-se de uma forma interessante e chamativa e as personagens são de tal forma envolventes que é impossível parar de ler. Na história temos presentes todos os pontos de intersecção entre um mundo criado pela heroína, que é uma escritora de romances históricos, e o seu mundo real. E à medida que ela vai escrevendo a sua história vai-se apercebendo que os factos que escreve foram realmente reais e que há entre ela e a sua heroína muita coisa em comum; como se Sophia, a personagem do seu livro, a guiasse pelos factos de uma vida que fora real, intensa, sofrida e memorável.

 

 

Acho que não consigo expressar realmente o quão interessante é esta história. No fundo, temos duas histórias pelo preço de uma. E, apesar de ambas se colmatarem uma à outra, cada uma é interessante à sua maneira, acabando por se fundirem num final lindo, algo triste, imprevísivel e que, a mim, me fez sorrir e desejar não estar no final do livro. A relação, principalmente de Sophia e John Moray, é triste mas intensa, maravilhosa e com contornos que nos fazem rir, suspirar, chorar e tornar a rir e a suspirar. Já a de Carrie com Graham é traquila mas simultaneamente engraçada e bonita. E Carrie, que vive perigosamente entre o presente e o passado, conta com este último para a salvar; só que para isso tem de revelar os segredos que o tempo guardou consigo.

 

É difícil qualificar uma história assim, muito menos tentar atiçar a curiosidade de outros. Eu quando li a contracapa do livro, gostei mas nunca achei que fosse tão bom. Por isso, deixo aquilo que me atraíu, mas sublinho que devem esperar muito, mas muito mais do que aquilo que vos deixo. E nunca esquecer que realmente 'Há emoções que o tempo não destrói' e que o segredo de Sophia demorou três séculos a ser revelado. Qual era? Só lendo. Eu não vou revelar.

 

'Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário  e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo castelo de Slains, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontraGraham Keith, um homem que acaba de conhecer mas que lhe é, também, estranhamente familiar.

 

Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante  que a leva a perguntar-se se estará  a lidar apenas com a sua imaginação. Será a sua Sophia tão ficcional como ela pensa?

 

À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o segredo de Sophia tem de ser revelado'.

 

E... há mesmo emoções que o tempo não destrói! 

 

publicado por Sandra F. às 19:05

01
Set 12

Para quem, como eu, é fã incondicional e vitalícia de North and South da escritora britânica Elizabeth Gaskell (1810-1865) e ainda de Orgulho e Preconceito da também britânica Jane Austen (1775-1817), este livro é uma verdadeira benção e uma das melhores surpresas que tive nas minhas férias.

 

Segue um resumo da história:

 

"Estamos na década de cinquenta e a família de António do Couto Maia deixa Lisboa para se fixar em Moura, no Alentejo. A decisão é do chefe de família e surpreende tanto a mulher como as filhas, que não compreendem o que leva um homem de meia-idade a abandonar subitamente a sua confortável vida na capital para mergulhar num Alentejo desconhecido. É através do olhar inquiridor de Isabel, a filha mais velha, que assistimos ao conflito entre dois mundos: o da cidade, representado pelos recém-chegados, e o mundo rural, que os recebe com desconfiança. Inicialmente atraída pela beleza da vila alentejana, a jovem é confrontada com a prepotência dos senhores e com a miséria dos camponeses, num lugar onde qualquer tentativa de mudança é imediatamente esmagada. O seu sentido de justiça leva-a a colidir com Eduardo Leôncio Teles, o herdeiro da maior fortuna da região, iludindo, assim, a forte atracção que sente por ele. Ao mesmo tempo, Isabel envolve-se nos acontecimentos da vida rural, enquanto tenta descobrir o segredo que levou o pai a esconder-se no Alentejo, arrastando a família para uma existência tão difícil."

 

Foto Daqui retirada

 

Foi para mim um prazer enorme, ao ler a história, deparar-me com personagens, situações e até diálogos que me faziam recordar a obra de Gaskell ou de Austen. Sorria, pois pensava 'esta parece-me a Lady Catherine de Bourgh... ou será Hannah Thornton?'. O pai da protagonista, António do Couto Maia, é uma homenagem a Mr Hale (tirando o final trágico...) e a mãe tem um pouco de Mrs Bennet e um pouco de Mrs Hale... Eduardo Leôncio Teles é um misto delicioso de John Thornton e de Fitzwilliam Darcy e Isabel Maria do Couto Maia tem traços de Elizabeth Bennet e muito especialmente de Margareth Hale, com aquele espírito sempre inovador, crítico e combativo. Mas isto são coisas que só um bom apreciador de North and South e de Pride and Prejudice perceberá com rigor. E a esses, eu aconselho vivamente, ou melhor, obrigatoriamente, a leitura desta história.

 

A semelhança de determinadas personagens e do decorrer da acção com as obras acima assinaladas não é depreciativo nem sequer desanimador. É, pelo contrário, aliciante, interessante e digno de um sorriso. E, porque a acção decorre no nosso Portugal reprimido dos anos cinquenta do século passado, a história torna-se muito mais adequada à nossa realidade lusa e com recurso a locais que tão bem conhecemos (ou pelo menos ouvimos falar) e admirámos no nosso Portugal. E não faltam as palavras que só recorrendo ao dicionário reconhecemos pois fazem parte dum português antigo, sulista e ruralizado. E depois o Alentejo! O lindo Alentejo com as suas paisagens, os seus montes, os seus campos, as suas gentes.

 

Queria muito especialmente deixar aqui uma ressalva para os últimos capítulos que são lindos. Aquele 'look back' que qualquer apreciadora de North and South reconhece, nesta história acontece desta forma:

 

"No momento em que lhe passava os documentos, os seus dedos tocaram-se ao de leve, não soube se por acaso, se intencionalmente. Ela agradeceu, quase sem voz, e entrou no carro de aluguel, após o que este partiu com um ruído estrepidoso. Eduardo ficou parado à porta, fixo no vidro traseiro do automóvel, enquanto este se afastava, e nesses últimos segundos de nitidez, antes de desaparecer sob a espessa cortina da bruma matinal, avistou o rosto pálido de Isabel a relanceá-lo pela última vez."

 

E há também a parte que eu achei mais bonita, e para essa não consigo encontrar semelhanças em nenhuma das obras, que é quando começa a dar-se o desfecho da história e se começa finalmente a perceber porque António do Couto Maia deixou Lisboa inexplicadamente:

 

"As duas ficaram ali, quietas, cada uma no seu lugar, imersas num silêncio glacial. A porta ficara escancarada, da rua vinha o assobio do vento que penetrava na casa, fazia levantar as cortinas, os pratos trepidar nas paredes e os candeeiros balançar fantasmagoricamente. Quando a mãe se levantou para fechá-la, petrificou debaixo da ombreira até lhe nascerem do fundo dos pulmões gritos estridentes, a chamar pela filha, como se lhe estivessem a arrancar o coração do peito. A rapariga chegou  ainda a tempo de ver dois indivíduos a empurrar António para dentro de um automóvel preto. A garrafa de vinho que trazia nas mãos caiu desamparada e estilhaçou-se contra a berma do passeio, esplhando-se o tinto na calçada cã, a mancha sanguinolenta escorrendo profusamente pelo passeio abaixo, enquanto o ruído do motor tomava o ar e lhes enchia as almas de profundo horror. Nesse instante, a mente de Isabel fechou-se a tudo o que a rodeava, um choque súbito de adrenalina percorreu-a de alto a baixo, como uma descarga eléctrica, e impulsionou-lhe as pernas para a frente, atrás do carro. O sangue fervia-lhe por baixo da pele, transformando-a num motor em combustão. O estrépido do automóvel a guinar de curva em curva não era comparado com o rugido de fúria que saía dela. A ventania cortante esbofeteava-lhe o rosto, mas ela nada sentia, só a pernas a moverem-se numa corrida desenfreada, os calcanhares a baterem violentamente contra a terra, percorrendo a estrada que cortava a vila ao meio até à orla, onde a paisagem sulcada de montes sem fim, engolia qualquer ser vivo à vista. Que podia fazer? Como poderia ela alguma vez alcança-los só com aquela explosão instantânea de força? O fôlego sumia-lhe dos pulmões e a garganta ardia-lhe de tanto se forçar a inspirar os escassos golpes de ar. Deixassem-na ao menos despedir-se. Contra a sua vontade, as pernas começaram a ceder e a velocidade da sua corrida a diminuir. O intervalo entre os arquejos era tão curto que toda a energia do corpo era insuficiente para continuar a respirar e a correr ao mesmo tempo. Por fim, tropeçou nos próprios pés e caíu redonda no chão, as lágrimas caindo-lhe em cascatas dos olhos. O automóvel galgava os montes, ficando cada vez mais distante, pequeno como uma barata, até desaparecer para lá dos limites da paisagem visível. O ruído do motor abafou-se na morrinha. Tinham-no levado. Assim, sem mais nem menos. Esqueçam-se as formalidades, os avisos, as explicações, simplesmente tinham-no detido e sequestrado, como se uma pessoa fosse um objecto de ninguém que podiam pegar e levar com eles, conforme lhes aprouvesse. A nortada fustigava-lhe o corpo fatigado, empurrava-a na direcção contrária, na direcção da casa, para onde teria de regressar de mãos vazias. Voltou costas e começou a andar. Estava a entrar na vila quando ouviu um relinchar ao longe. No topo do cabeço mais alto, recortado a contraluz, vislumbrou um cavalo e, montado nele, Eduardo. Ficou parado durante uns segundos, contemplativo, imune à borrasca, depois girou a cabeça na direcção da estrada, esticou as rédeas, deu meia volta e afastou-se a trote, desaparecendo na encosta, do outro lado do monte. Teria ele visto a cena toda desenrolar-se? Isabel praguejou, amaldiçoou-o, mandou-o às figas, importava-se lá ele, devia estar todo roído, como todos os homens rejeitados."

 

Além Tejo é definitivamente uma história digna de leitura, e no meu caso, de releitura pois seguramente vou voltar ao Alentejo, à Vila de Moura e à vida de Isabel e Eduardo, Inês e Pedro (não confundir com tempos monárquicos), Ana Maria e António, da dona Ercília, da Ernestina e do seu João da Mota, de Ricardo e de tantos outros personagens que tornam esta história um prazer seguro e delicioso.

 

O livro não é muito fácil de encontrar, infelizmente. Está à venda nas lojas Bertrand mas não em todas. Tive sorte e encontrei-o numa das lojas aqui do Porto mas isso foi só depois de as percorrer todas. Há dias, apercebi-me que já existe a versão Kindle, disponível portanto no site da amazon por cerca de 7euros (depende da taxa de câmbio, evidentemente). Segue o respectivo link para quem estiver interessado:

 

http://www.amazon.com/Al%C3%A9m-Tejo-Portuguese-Edition-ebook/dp/B008BIGQRE

 

Autor: Catarina Pereira Araújo

Data de Publicação: Setembro de 2008

Editora: Chá das Cinco

Páginas: 317

ISBN: 978-989-8032-37-9

publicado por Sandra F. às 00:20

14
Mai 12

Poderia dizer que li este livro de uma assentada só. Porque é possível. Mas não li. Apenas demorei meia dúzia de dias. Falta de tempo e afins. Sorte é que tenho fases em que sofro de insónias. Esta é uma delas.

 

Prende. A história é engraçada e os dois personagens principais são interessantes e amorosos. No entanto, quando a acção passa de Nova York para Barcelona, especialmente na parte final, algo se quebrou. Achei desnecessária aquela cisma do Guille em não aceitar Emma apenas por medo que ela o rejeitasse novamente. Fiquei com a sensação que a autora estava a 'fazer render o peixe' pois era evidente que, logo que Emma regressou a Barcelona e o procurou, a história deveria ter terminado por aí. Ou então ter sido introduzida ali uma qualquer situação mais melindrosa que toda aquela hesitação dele. Que, verdade seja dita, já irritava...

 

A premissa do livro 'Poderá o tempo unir o que o medo separou' também me pareceu algo forçada. É que esse tal tempo é apenas um mês (o tal tempo em que a autora pareceu andar a 'fazer render o peixe'). Se fossem meses, ou até anos, parecer-me-ia mais interessante e plausível. A autora pareceu ter escrito esta última parte apenas para justificar a frase que aparece na capa do livro.

 

No entanto, como já disse, gostei. Claro que esperava mais especialmente quando a accção passou para Barcelona mas o que interessa é que tudo acabou bem e ninguém morreu. O que para mim é uma pena dado que gosto de situações dramáticas. Os happy endings por vezez cansam.

 

Se aconselho? Sim. É um romance leve, ideal para duas tardes de praia. Talvez três... (a parte final pode provocar algum cansaço de tanta lamechice e pode haver necessidade de fazer algumas pausas para recuperar...)

"Guillermo, um reputado consultor financeiro, está farto de aviões, hotéis e diferenças horárias. Quer fazer mudanças drásticas na sua vida para se poder dedicar mais aos amigos e talvez até ao amor; mas de momento vê-se obrigado a passar uma temporada em Nova Iorque por causa da carreira. Emma sacrificou demasiados sonhos para se tornar uma boa médica, mas agora sente que chegou o momento de os concretizar, pelo que decide abandonar o hospital onde trabalha e matricular-se na escola de cozinha mais prestigiada de Nova Iorque.
Ambos se encontram no avião e, apesar de algumas embirrações iniciais, partilham uma história de amor inesquecível. Mas há segredos e receios que acabam por minar a relação e Guillermo regressa a Barcelona para começar sozinho a sua nova vida. Conseguirá o tempo unir o que o medo separou?"

 

publicado por Sandra F. às 17:38

01
Mai 12

"A música, que já tinha sido espectacular, adquiria ainda mais sentimento à medida que se aproximava o final trágico e, na última cena, Emma começou a chorar. Uma lágrima grossa rolou-lhe pela face e logo a seguir outra e outra. Nervosa, enxugou-as com a palma da mão e, quando julgava tê-las controlado, voltou a pousar a mão no braço da cadeira. Mais algumas notas musicais e uma nova lágrima, mas desta vez foi Guillermo quem lha secou num gesto de extrema delicadeza. Sem dizer uma palavra, capturou aquela lágrima com o polegar, fazendo com que a mão deslizasse pela face de Emma até chegar à sua mão e entrelaçar os dedos nos dela.

 

Emma não afastou os olhos do palco, não só porque estava fascinada com o musical mas também porque nunca sentira com tamanha intensidade uma carícia inocente como aquela. Esse homem, que conhecia havia menos de uma semana, Afectava-a muito mais do que estava disposta a reconhecer.

 

A música terminou e o teatro inteiro ergueu-se num tremendo aplauso. Emma fez o mesmo, mas ao libertar a sua mão da de Guillermo sentiu que lhe fugia por entre os dedos um dos melhores momentos de toda a sua vida."

- Amor em lume brando de Anna Casanovas, Cap. 6, pág. 68 e 69. Quidnovi, 2010


 

Esta é a reacção da personagem principal deste livro ao ver o musical 'O fantasma da Ópera'. Romance à parte, eu também reagi assim quando vi o filme, que adorei. Mas... não foi um dos melhores momentos da minha vida! Faltou a carícia e o entrelaçar de mãos. Oh, well!...  

publicado por Sandra F. às 16:54

09
Out 11

As minhas duas últimas aquisições, adquiridas numa pequena feira do livro que encontrei acidentalmente nesta cidadezinha à beira-mar plantada e a preço de chuva... De notar que são livros difíceis de encontrar. Estes são ambos da Planeta Editora.

      

O primeiro (O feitiço), segundo a sua resenha, é simultaneamente gracioso, ousado e poderoso. É, sem dúvida, um romance de época, de todas as épocas - da nossa também. Merece ser lido, apreciado e descoberto em todas as suas dimensões. E merece ser recordado. Como uma memória bonita para as noites de Inverno. A história: Quando é declarada a morte do Infante Marquês de Almeida, os reinos de Wellingtonsland e Angria ficam privados do seu herdeiro. Ansiosos por garantir a segurança futura das nações, os conselheiros do Rei sugerem que se nomeie um sucessor, e quando o próprio rei sucumbe a uma doença misteriosa e que o deixa em risco de vida, a necessidade torna-se ainda mais crucial. Porém, este mantém-se estranhamente imperturbável. A confusão dá lugar à intriga política quando os que lhe estão mais próximos se interrogam sobre o que ele realmente sabe e quem são, ao certo, as misteriosas personagens que o rodeiam.

 

Relativamente ao segundo livro (O segredo), é uma história feita de intrigas, mentiras, duplicidade e de um amor que consegue vencer todas as vicissitudes. O narrador é o irmão de Arthur, o Marquês do Douro, o desconcertado marido da encantadora Marion e também, como vem a descobrir-se, filho do ilustre Duque de Wellington.

 

Charlotte Bronte foi uma das grandes escritoras britânicas, autora de Jane Eyre, Shirley e Villette. Nasceu no Yorkshire, onde passou grande parte da sua vida e teve uma infância conturbada; ela, as irmãs, Anne e Emily, e o irmão, Branwell, encontraram consolo na escrita, produzindo uma colecção de textos com grande imaginação e autenticidade. Charlotte, provida de uma sinceridade impressionante, conquistou os leitores pela sua criatividade incipiente e pelo permanente brilho feminino dominado pela transparência das suas fantasias infantis previsíveis que se encontram escritas numa linguagem majestosa e audaz.

(Fonte: Planeta Editora)

publicado por Sandra F. às 19:59

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